O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governador de Minnesota, Tim Walz, adotaram um tom notavelmente mais conciliador após uma ligação telefônica privada na última segunda-feira (26). Este sinal de apaziguamento surge em meio a uma crise crescente, deflagrada pela controversa campanha de deportação ordenada por Trump em Minneapolis, que resultou na morte de dois cidadãos americanos e gerou intensa condenação pública.
A postura mais branda do presidente também se estendeu ao prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, com quem Trump conversou por telefone no mesmo dia. As declarações subsequentes de ambos os lados foram otimistas, marcando uma significativa guinada em relação às semanas de acaloradas trocas públicas e à escalada da tensão na região metropolitana de Minneapolis-St. Paul.
Essa mudança de abordagem reflete a crescente pressão sobre a administração federal após os confrontos e tiroteios que culminaram nas mortes. Os eventos em Minneapolis provocaram uma onda de indignação e forçaram uma reavaliação das táticas de fiscalização imigratória, conforme informações de altos cargos do governo e fontes familiarizadas com o assunto.
A Crise em Minneapolis: Mortes e Controvérsias que Pressionaram o Governo Federal
A urgência para a desescalada da crise em Minnesota intensificou-se dramaticamente após a morte de Alex Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos, baleado por agentes federais em Minneapolis durante um confronto no fim de semana. Este incidente, que se seguiu à morte de Renee Good em janeiro, amplificou as tensões e provocou uma forte reação pública, especialmente depois que vídeos do ocorrido circularam na internet, aparentemente contradizendo a versão oficial do governo Trump.
Alex Pretti, assim como Renee Good, era um cidadão americano. A morte de Pretti, ocorrida durante um embate entre agentes de imigração e manifestantes, se tornou um ponto crucial de contestação. Embora autoridades do Departamento de Segurança Interna (DHS) tenham descrito o incidente como um ataque de Pretti, alegando que os agentes agiram em legítima defesa, um vídeo verificado pela Reuters mostra Pretti segurando um telefone, e não uma arma, enquanto é imobilizado. As imagens também indicam que uma arma de fogo foi retirada de seu cinto pelos policiais após ele ser contido, momentos antes de ser fatalmente baleado.
A versão oficial do governo Trump foi rapidamente contestada por ativistas e pela mídia, que apontaram as inconsistências do relato com as evidências visuais. A controvérsia sobre a morte de Pretti se somou ao caso de Renee Good, uma ativista local contra o ICE e mãe de três filhos, também cidadã americana, que foi morta a tiros por um agente federal dentro de seu carro em 7 de janeiro. Imagens de vídeo do assassinato de Good também contradisseram as alegações de que ela tentou usar seu carro como arma, reforçando a percepção de uma repressão excessiva e maljustificada por parte das forças federais.
A Repressão Imigratória e a Figura de Gregory Bovino
A operação de fiscalização imigratória em Minneapolis, batizada pelo governo Trump de