O Tayayá Aqua Resort, um luxuoso empreendimento no norte do Paraná, está sob os holofotes de investigações. O foco recai sobre a possível conexão entre o ministro do STF, Dias Toffoli, e o banqueiro Daniel Vorcaro, em meio ao caso Banco Master.
A apuração também mira a operação de um espaço com máquinas eletrônicas de apostas e mesas de blackjack dentro do resort. Essa situação levanta sérias questões sobre a legalidade das atividades e potenciais conflitos de interesse.
Tais elementos colocam o empreendimento no centro de um debate complexo, conforme as informações apuradas e divulgadas.
A Complexa Teia: Toffoli, o Resort e o Banco Master
O Tayayá Aqua Resort, em determinado momento, registrou participação societária de familiares de Toffoli. O controle do empreendimento passou por diversas mudanças entre 2021 e 2025.
Essas alterações chamaram a atenção dos investigadores, que agora analisam a complexa teia de relações. Entre as transações, destaca-se a venda de cotas a um advogado com atuação para a JBS.
Anteriormente, um fundo ligado a Daniel Vorcaro, o banqueiro investigado, esteve na estrutura do resort. A conexão entre as partes é um dos focos da investigação sobre o caso Banco Master e suas possíveis influências.
Jogos de Azar: Legalidade Questionável e Voto de Toffoli
No Paraná, a legislação estadual permite a operação de máquinas de vídeo loteria. Essa permissão veio após uma decisão do Supremo Tribunal Federal, com a participação e voto favorável do ministro Dias Toffoli.
Contudo, a situação dos jogos presenciais com apostas em dinheiro, como o blackjack, é diferente. Eles continuam proibidos pela lei federal, gerando um contraste legal dentro do próprio resort.
A presença de mesas de blackjack no resort, apesar da proibição federal, reacende o debate sobre a fiscalização e a legalidade dessas atividades. Há questionamentos sobre a coerência entre as leis e a prática no empreendimento.
Desdobramentos da Investigação e Papel do Ministro
Em um desdobramento recente, o ministro Dias Toffoli autorizou depoimentos no âmbito da Operação Compliance Zero. Esta operação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master, diretamente ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Os interrogatórios dos investigados foram agendados para os dias 26 e 27 de janeiro, com a Polícia Federal conduzindo as diligências. A decisão garantiu o acesso das defesas aos autos e a estrutura logística no STF.
A Procuradoria-Geral da República foi intimada para acompanhar os procedimentos. A prorrogação das investigações por mais 60 dias, após a redução do prazo inicial, mostra a complexidade e a continuidade das apurações sobre o caso.