O Banco Central (BC) se encontra no centro de uma tempestade institucional. Após identificar **bilionárias irregularidades** e decidir pela liquidação extrajudicial do Banco Master, a autarquia viu sua credibilidade e autonomia serem brutalmente questionadas.

Este embate, que se desenrola no coração de Brasília, envolve o Tribunal de Contas da União (TCU) e levanta sérias preocupações sobre a independência das instituições reguladoras no Brasil.

A ofensiva é liderada pelo ministro Jhonatan de Jesus e, conforme informações da fonte, representa uma tentativa escancarada de minar a autoridade do BC, com possíveis repercussões para a percepção de investidores estrangeiros.

A Decisão do Banco Central e o Início da Crise

Os técnicos do Banco Central, ao examinarem a documentação do Banco Master, descobriram **bilionárias irregularidades** que levaram à decisão de vetar a compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB) em setembro do ano passado.

Dois meses depois, o BC optou pela liquidação extrajudicial do Master, uma medida drástica, mas considerada necessária diante da crise de liquidez detalhada pela autarquia.

Contudo, a ação do BC desencadeou uma reação inesperada. Pouco antes do Natal, o ministro do TCU Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal ligado ao Centrão, deu 72 horas para o BC se explicar sobre a liquidação.

Em seu despacho inicial, o ministro já manifestava um juízo de valor, mencionando a “precipitação na adoção da medida extrema de liquidação”, indicando uma pré-disposição sobre o caso.

A Escalada do Confronto: Inspeção Inédita e Sigilo

As explicações do Banco Central, assinadas pelos diretores Ailton de Aquino e Renato Gomes, detalharam o tamanho e as circunstâncias da crise do Banco Master. No entanto, a alegação de que certos documentos eram sigilosos e de acesso restrito gerou uma nova investida.

Em vez de solicitar acesso presencial aos técnicos do TCU, o ministro Jhonatan de Jesus ordenou algo inédito: uma **inspeção urgente no Banco Central**. Esta medida, sem precedentes, poderia até mesmo levar à reversão da liquidação do Master ou impedir a venda de seus ativos.

Tal ação levanta sérias dúvidas, pois bancos liquidados pelo BC se contam às dezenas, foram 40 nas últimas três décadas, e nunca ocorreu algo similar, mesmo antes da autonomia do Banco Central ser aprovada em 2021.

A Competência do TCU e os Bastidores Políticos

A legalidade da inspeção do TCU é questionável. A fonte indica que não há absolutamente nada nos artigos 70 a 75 da Constituição que confira ao TCU o poder de realizar esse tipo de inspeção.

Muito menos o Tribunal de Contas da União teria competência para anular uma decisão técnica do Banco Central, especialmente considerando as

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