Uma intensa atividade solar, emitida pelo Sol, atingiu o planeta Terra entre segunda-feira (19) e terça-feira (20), marcando um evento de grande magnitude no clima espacial.
Os impactos foram visíveis e sentidos, desde a criação de auroras boreais coloridas em regiões incomuns até problemas significativos na navegação por GPS, especialmente para aeronaves.
Este fenômeno foi classificado como a “maior tempestade de radiação solar em mais de 20 anos” pelo Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, com informações adicionais da Reuters e da CNN.
A Intensidade da Tempestade Solar e Seus Riscos
A tempestade de radiação solar foi monitorada pelo SWPC e classificada no nível quatro de cinco em uma escala de severidade. Essa classificação ressalta a potência do evento e seus potenciais riscos.
Uma tempestade de radiação solar é caracterizada pela liberação de partículas carregadas intensas e de rápido movimento diretamente em direção à Terra.
Essas partículas podem ter sérias consequências, afetando lançamentos espaciais, a aviação e as operações de satélites, essenciais para diversas tecnologias modernas.
O SWPC, atento aos perigos, notificou diversas entidades antes da chegada da tempestade, incluindo companhias aéreas, a NASA, a Administração Federal de Aviação (FAA), a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) e a Corporação Norte-Americana de Confiabilidade Elétrica (NERC).
Para os astronautas em órbita baixa da Terra, como os que estão a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), e para passageiros de voos que percorrem rotas polares, as tempestades de radiação solar podem aumentar os riscos de exposição à radiação, exigindo medidas de precaução.
Auroras Boreais em Locais Inesperados
Devido à potência da explosão solar, a aurora boreal, conhecida como as “luzes do norte”, foi registrada em áreas pouco usuais da Europa nesta semana, proporcionando um espetáculo visual raro.
Moradores do noroeste da Inglaterra relataram a presença de tons vibrantes de verde e rosa iluminando o céu noturno na segunda-feira (19).
O fenômeno também pôde ser visto sobre a Groenlândia e Portugal na terça-feira (20), evidenciando a intensidade e o alcance global da tempestade solar.
A aurora boreal ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol colidem com gases da atmosfera terrestre, produzindo luzes visíveis. Embora mais comuns em altas latitudes, a força desta tempestade permitiu sua observação em regiões menos habituais.
Precedentes Históricos e Alertas Futuros
A última vez que níveis severos de tempestade de radiação solar foram observados foi em outubro de 2003, de acordo com o SWPC.
As chamadas “tempestades espaciais do Halloween” daquele ano resultaram em cortes de energia na Suécia e danos a transformadores de energia na África do Sul, demonstrando o potencial destrutivo desses eventos.
A ocorrência desta recente tempestade solar serve como um lembrete da constante interação entre o Sol e a Terra, e da necessidade de monitoramento e preparação contínuos para proteger nossa infraestrutura tecnológica e a segurança de operações espaciais e aéreas.