Um resort localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, vem sendo o centro de uma nova controvérsia envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Conhecido informalmente como o ‘resort do Toffoli’, o Tayayá, que possui um cassino em suas instalações, é alvo de relatos de tratamento diferenciado ao magistrado.
Funcionários do local teriam revelado que o ministro é tratado como proprietário, desfrutando de regalias e uma estrutura exclusiva. Essas informações acendem um debate sobre a conduta de figuras públicas e a legalidade de jogos de azar no país.
A situação ganha destaque em meio a um cenário onde a legislação brasileira proíbe jogos de azar, mas o STF, com o voto favorável de Toffoli, abriu precedentes para a exploração de vídeo loterias pelos estados, conforme detalhado pelo portal Metrópoles.
A Conexão com o Ministro e a Propriedade do Resort
O Resort Tayayá recebeu o apelido de ‘resort do Toffoli’ por ter sido inicialmente construído pela incorporadora dos irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio. Apesar dessa origem familiar, o empreendimento foi posteriormente vendido a um advogado ligado à empresa J&F, conhecida pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
O atual advogado proprietário afirma que os jogos oferecidos aos hóspedes são permitidos e que não há qualquer incentivo ou interferência em atividades de jogatina. Contudo, a conexão inicial e o apelido persistente mantêm o nome de Toffoli fortemente ligado ao local.
O Cassino e a Polêmica dos Jogos de Azar
O ponto mais controverso do Resort Tayayá é a operação de um cassino em suas dependências. Inaugurado no final de 2025, em um evento que teria contado com a presença do jogador Ronaldo Fenômeno, o espaço dispõe de 14 máquinas de jogos.
A reportagem do Metrópoles, cujos repórteres se hospedaram no hotel, apurou que o acesso ao cassino não possui controle rigoroso. Isso resultou na observação de crianças jogando ao lado de adultos que consumiam bebidas alcoólicas, levantando preocupações sobre a fiscalização.
No Brasil, os jogos de azar são expressamente proibidos. No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu margem para que os estados pudessem explorar a receita das