A cidade de São Paulo foi palco de uma triste tragédia que resultou na morte de uma menina de apenas dois anos e meio. A criança, identificada como Ana Julia, faleceu após ser **envenenada por ‘chumbinho’**, uma substância altamente tóxica, na capital paulista.
O caso, registrado na última quinta-feira, 22 de fevereiro, está sob investigação do 93º Distrito Policial, localizado no Jaguaré. A **avó da menina** é o foco da apuração, sendo investigada por **homicídio culposo**, modalidade em que não há intenção de matar.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias que levaram a pequena Ana Julia a ter acesso ao veneno. A avó da criança, que tinha sua guarda, relatou detalhes que serão cruciais para o desfecho do inquérito, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.
Os Primeiros Sintomas e a Suspeita Imediata
Os sintomas que antecederam a tragédia começaram no dia 16 de janeiro, logo após o café da manhã. A avó da menina relatou que a criança apresentou **sudorese e tremores**, sinais que a fizeram suspeitar imediatamente de um possível **envenenamento acidental por raticida**.
A rapidez na percepção dos sintomas, segundo o depoimento da avó, foi crucial para o início do atendimento médico. No entanto, a gravidade da substância ingerida já havia causado danos irreversíveis à saúde da pequena Ana Julia.
A Origem do Veneno e a Rotina da Avó
Em seu depoimento à polícia, a avó revelou que trabalha como **catadora de materiais recicláveis**. Foi durante seu serviço que ela encontrou um saco contendo o **’chumbinho’**, um veneno amplamente conhecido por sua letalidade.
Ela admitiu ter utilizado a substância, misturada a um pedaço de comida, com o objetivo de **afastar roedores** de seu terreno. Este local, uma área externa onde ela armazena os materiais de reciclagem coletados, mantinha o veneno guardado entre os itens acumulados.
Acesso ao Local e a Internação Hospitalar
A área onde o veneno foi colocado era separada por uma porta sem tranca, improvisadamente fechada com vassouras, segundo a avó. Contudo, ela não soube explicar como a neta teve acesso ao local, levantando a possibilidade de que a porta pudesse ter sido aberta por terceiros.
Ana Julia foi prontamente socorrida e levada ao Hospital Universitário da USP, onde passou por diversos procedimentos médicos na tentativa de remover a substância de seu organismo. Apesar dos esforços da equipe médica, a **morte encefálica** da criança foi confirmada na quarta-feira, 21 de fevereiro.
A Investigação e os Próximos Passos
A avó detinha a responsabilidade pelos cuidados da menina desde o nascimento, alegando que a mãe da criança não possuía condições de saúde para exercer a função. Agora, ela é o foco da investigação por **homicídio culposo**, dada a sua responsabilidade na guarda do veneno.
Após o óbito, a autoridade policial requisitou o encaminhamento do corpo de Ana Julia ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames periciais aprofundados. O caso segue sob investigação, e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi contatada para mais informações, mas até o momento não houve retorno.