Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, reacendeu a discussão sobre o potencial de reconstrução da Faixa de Gaza. Ele apresentou um plano ambicioso que visa transformar o enclave palestino, devastado por conflitos, em um polo de desenvolvimento imobiliário e turístico.
A proposta, divulgada com slides e projeções, inclui a construção de arranha-céus, complexos industriais e áreas residenciais modernas. A iniciativa faz parte de seu recém-lançado Conselho de Paz, buscando uma solução duradoura para a região.
O plano, contudo, é condicionado a passos importantes de desmilitarização do Hamas, conforme informações divulgadas durante o evento.
A Visão Imobiliária de Trump para Gaza
Donald Trump, que se autodenomina “um profissional do ramo imobiliário de coração”, enfatizou a localização estratégica da Faixa de Gaza. Ele declarou, “tudo se resume à localização. Eu disse: olhem para este local à beira-mar, olhem para esta bela propriedade. (…) É uma ótima locação para o mercado imobiliário, perto do mar.”
Sua visão é transformar a região em algo que ele já havia apelidado de “Riviera do Oriente Médio”. A ideia central é capitalizar a beleza natural da costa para atrair investimentos e desenvolver uma infraestrutura de alto padrão para o território de Gaza.
Detalhes do Megaprojeto Arquitetônico
Jared Kushner, genro de Trump e membro fundador do Conselho de Paz, detalhou o projeto arquitetônico. As imagens apresentadas mostraram uma “nova Gaza” com zonas planejadas para empreendimentos turísticos, complexos industriais, incluindo centros de dados, e instalações esportivas.
O plano prevê a construção de 180 arranha-céus ao longo da costa. Além disso, estão projetadas 100 mil unidades habitacionais em Rafah, uma cidade no sul da Faixa de Gaza, na fronteira com o Egito.
Dados sobre crescimento econômico, aumento da renda familiar e criação de empregos ao longo de uma década também foram apresentados. A expectativa é de uma transformação significativa na qualidade de vida local, impulsionada pelo desenvolvimento imobiliário e tecnológico.
Condições para a Paz e Reconstrução
Kushner deixou claro que a nova fase do plano de paz para a Faixa de Gaza depende crucialmente da desmilitarização do Hamas. Ele salientou a necessidade imediata de confisco de armas pesadas, um passo fundamental para a segurança da região.
Armas pessoais, por sua vez, deveriam ser registradas e retiradas de serviço. Isso ocorreria até que a segurança fosse restabelecida por forças policiais de um novo Comitê Nacional para a Administração de Gaza, garantindo a estabilidade.
Para incentivar o desarmamento, o projeto oferece anistia, reintegração ou salvo-conduto para fora do território. A reconstrução começaria por Rafah, na fase 1A, e avançaria para o norte, culminando na Cidade de Gaza, sem um cronograma específico.
Críticas Anteriores e o Novo Impulso para o Desenvolvimento de Gaza
Esta não é a primeira vez que Trump apresenta um plano para Gaza. Em fevereiro do ano passado, ele divulgou um vídeo com imagens geradas por Inteligência Artificial (IA) de prédios futurísticos e resorts, defendendo uma “ocupação” americana no enclave.
Essa proposta anterior foi alvo de forte condenação da comunidade internacional, gerando debates intensos. Agora, o ex-presidente tenta dar um novo impulso, focando no potencial imobiliário e econômico, mas mantendo a condição da desmilitarização para o avanço do projeto ambicioso.