Trump Intensifica Combate à Agenda Ambiental-Woke: EUA Anunciam Saída de 66 Organizações Internacionais Cruciais para o Clima Global e a Governança Mundial.
O presidente Donald Trump tem demonstrado um forte empenho em desmantelar a vertente ambientalista-identitária da agenda globalista nos Estados Unidos. Recentemente, uma nova medida ousada foi tomada, com a publicação da Ordem Executiva 14.199, que determina a saída do país de nada menos que 66 organizações internacionais.
Estas entidades estão profundamente ligadas à estrutura de governança global, incluindo várias com vínculos diretos com a Organização das Nações Unidas (ONU). A ação representa mais um golpe significativo naquilo que a administração Trump classifica como a agenda ambientalista-woke.
Entre as organizações afetadas, destacam-se o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC), peças-chave na promoção da agenda de “descarbonização” da economia mundial. A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), uma das principais ONGs do ambientalismo internacional, também está na lista, conforme informações divulgadas na imprensa.
O Impacto da Saída em Gigantes Ambientais
A decisão de Trump atinge diretamente o coração do aparato de políticas climáticas globais. O IPCC, desde a década de 1990, tem sido um dos principais articuladores de uma cobertura “científica” para a tese das mudanças climáticas induzidas pelas atividades humanas, conforme a perspectiva da administração americana. A UNFCCC, por sua vez, é responsável por mobilizar esforços diplomáticos para acordos internacionais que visam a restrição do uso de combustíveis fósseis, debatidos nas Conferências das Partes (COPs) anuais.
A saída dos EUA do IPCC é particularmente impactante, dado que, na década passada, as contribuições americanas chegaram a representar entre 40% e 45% do orçamento do órgão. Esta medida não é inédita na abordagem de Trump. Em um caso anterior, uma ameaça semelhante à Agência Internacional de Energia (AIE) fez com que a agência reorientasse seus estudos sobre o setor energético, focando na necessidade de novos investimentos em hidrocarbonetos, para manter os níveis de produção atuais.
Justificativas de Trump e Marco Rubio
O título da Ordem Executiva 14.199 é claro: “Retirando os Estados Unidos de Organizações Internacionais, Convenções e Tratados que são Contrário aos Interesses dos Estados Unidos”. Além do IPCC e da UNFCCC, outras entidades como o Programa Colaborativo das Nações Unidas sobre a Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento também estão na lista.
O secretário de Estado Marco Rubio justificou a medida em uma declaração oficial. Ele afirmou que o governo Trump estabeleceu que estas instituições são redundantes em seu escopo, mal administradas, desnecessárias, perdulárias, precariamente dirigidas, ou capturadas pelos interesses de atores que promovem agendas contrárias às dos EUA. Rubio destacou ainda que elas representam uma ameaça à soberania, às liberdades e à prosperidade geral da nação americana.
A Reação do Ambientalismo Global
A reação do aparato “descarbonizador” global foi imediata e previsível, com manifestações registradas por veículos como o jornal inglês The Guardian. Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC, classificou a medida como “um colossal gol contra, que deixará os EUA menos seguros e menos prósperos”.
Manish Bapna, presidente da ONG Natural Resources Defense Council, uma das maiores dos EUA, apelou para o discurso das energias “renováveis”. Ele declarou que, “enquanto o governo Trump está abdicando da liderança global dos EUA, o resto do mundo está continuando a mudar para fontes de energia mais limpas e a efetuar ações climáticas”. Bapna argumentou que o governo americano está “cedendo os trilhões de dólares em investimentos que a transição para energias limpas traz às nações dispostas a seguir a ciência e abraçar as fontes de energia mais limpas e mais baratas”.
Gina McCarthy, ex-assessora climática sênior da Casa Branca no governo de Joe Biden, qualificou a decisão como “míope, embaraçosa e tola”. Para ela, “como o único país do mundo que não é parte do tratado da UNFCCC, o governo Trump está jogando fora décadas de liderança e colaboração dos EUA nas mudanças climáticas. Esse governo está abrindo mão da capacidade do nosso país de influenciar trilhões de dólares em investimentos, políticas e decisões que teriam promovido a nossa economia e nos protegido de custosos desastres, causando caos em nosso país.”
Precedentes e Perspectivas Futuras
Observadores da política internacional notam que a postura de Trump pode acelerar um movimento já em curso em outras partes do mundo. Países na África e na Ásia, por exemplo, estão gradativamente se afastando do catastrofismo ambiental e climático. A ação drástica de Trump contra a agenda ambientalista-woke e as instituições globais pode servir como um catalisador para que outras nações reavaliem seu envolvimento e apoio a essas estruturas de governança internacional, priorizando seus próprios interesses e soberania.