A tensão entre Estados Unidos e Cuba ganhou um novo capítulo neste domingo (11), com o ex-presidente americano Donald Trump utilizando sua rede social, o Truth Social, para proferir uma série de ameaças diretas contra a ilha caribenha.

As declarações de Trump focaram no relacionamento entre Cuba e Venezuela, alertando para o fim do fornecimento de petróleo venezuelano, que, segundo ele, era trocado por “serviços de segurança” cubanos aos líderes venezuelanos.

A reação do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, foi imediata e enfática, utilizando também as redes sociais para rebater as acusações e reafirmar a soberania de seu país, conforme informações divulgadas.

As Ameaças de Trump e o Fim do Petróleo Venezuelano

Em sua publicação no Truth Social, Donald Trump afirmou categoricamente que Cuba “não terá mais o petróleo que recebia da Venezuela”. Ele detalhou que a ilha “viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela”, em troca de “serviços de segurança” para os “dois últimos ditadores venezuelanos”. “Agora isso acabou!”, sentenciou o ex-mandatário.

Trump também fez referência a um incidente de 3 de janeiro, mencionando o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Ele alegou que a maioria dos cubanos que atuavam como seguranças pessoais de Maduro foram mortos durante essa operação. Traduzindo do original, Trump declarou: “A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) para protegê-los”, destacou o republicano.

As declarações de Trump culminaram em um aviso direto ao governo cubano: “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”, traduzindo sua mensagem original. A Venezuela era, de fato, o maior fornecedor de petróleo para Cuba, e houve um corte abrupto neste serviço após o mencionado sequestro de Maduro.

A Resposta Firme de Miguel Díaz-Canel: Soberania e Defesa

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, não tardou a responder às provocações de Trump, utilizando suas próprias redes sociais para defender a nação. “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer“, escreveu Díaz-Canel, em clara oposição às ameaças americanas.

Díaz-Canel enfatizou que seu país não é o agressor, mas sim a vítima. “Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”, declarou, reforçando a postura de resistência da ilha.

Críticas às Medidas Americanas e a Hipocrisia, segundo Cuba

Em sua sequência de posts, o líder cubano também abordou a questão econômica. Ele criticou aqueles que atribuem as carências financeiras à revolução cubana, afirmando que “deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar”.

Díaz-Canel foi ainda mais longe ao questionar a moralidade dos Estados Unidos. Para ele, os EUA “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas”. Ele concluiu que os críticos da nação cubana estão “consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”.

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