Nesta terça-feira, 6 de fevereiro, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza uma reunião extraordinária crucial. O encontro tem como objetivo central analisar os “eventos recentes na República Bolivariana da Venezuela”, marcando um momento de intensa expectativa sobre os desdobramentos da crise no país.

A reunião está agendada para as 12h, horário de Brasília, e acontecerá na sede da instituição, em Washington, nos Estados Unidos. A pauta reflete a crescente preocupação internacional com a estabilidade e a situação política na Venezuela, colocando o país novamente no centro das discussões regionais.

A OEA, fundada em 1948, tem como missão promover a paz, a justiça e a solidariedade entre seus Estados-membros, além de defender a soberania e a independência. Atualmente, a organização congrega os 35 Estados independentes das Américas, servindo como o principal fórum político, jurídico e social do hemisfério, conforme informações divulgadas.

O que esperar da reunião da OEA sobre a Venezuela?

O secretário-geral da OEA, Albert Ramchand Ramdin, já havia se manifestado no sábado, 3 de fevereiro, por meio de uma nota oficial. Ele afirmou que o objetivo do encontro será assegurar que os membros da Organização possam abordar a situação venezuelana de forma aberta, coletiva e construtiva.

Ramdin expressou seu acompanhamento atento à rápida evolução da situação no país. Ele destacou ter conversado com diversos governos de Estados-membros, reconhecendo tanto a “profunda preocupação quanto as diversas perspectivas em todo o Hemisfério” sobre a crise venezuelana.

Compromisso com a paz e os direitos humanos

A OEA reafirmou seu compromisso em apoiar todos os esforços para uma desaceleração da escalada do conflito. A organização busca ativamente uma “solução pacífica, democrática e sustentável para o benefício do povo venezuelano”, enfatizando a urgência de estabilizar a região.

O secretário-geral fez questão de ressaltar a importância do respeito integral ao direito internacional. Ele destacou a necessidade de aderir ao marco jurídico interamericano aplicável, incluindo a solução pacífica de controvérsias e o respeito aos direitos humanos.

Proteção da vida civil e infraestrutura

Em sua declaração, Ramdin também sublinhou a crucial “proteção da vida civil e da infraestrutura crítica”. Essa ênfase reflete a preocupação com os impactos humanitários e estruturais de qualquer escalada da crise na Venezuela, garantindo a segurança da população.

A reunião desta terça-feira é vista como uma oportunidade para os países americanos unirem forças em busca de um caminho para a estabilização. A OEA espera que o diálogo construtivo possa pavimentar o caminho para uma saída diplomática e duradoura para a situação na Venezuela.

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