O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, revelou nesta segunda-feira (12) detalhes de uma reunião estratégica com o Banco Central. O encontro teve como foco principal a apuração de supostas falhas na liquidação do Banco Master, um tema que tem gerado discussões.
Vital do Rêgo enfatizou que seu papel foi defender a competência do TCU no processo fiscalizatório. Ele destacou, com satisfação, ter recebido a solidariedade do presidente do Banco Central durante as conversas.
A reunião buscava construir uma solução conjunta antes que o recurso da autoridade monetária fosse julgado no plenário da Corte, conforme informações divulgadas pela imprensa.
Esclarecendo a Competência do TCU e o Apoio do Banco Central
O ministro Jhonatan de Jesus, também do TCU, descreveu o tom da reunião como “amistoso e cooperativo” em nota oficial. Vital do Rêgo corroborou essa percepção, afirmando que as autoridades do Banco Central entenderam o TCU como um “colaborador” essencial neste processo.
“O presidente Galípolo [do Banco Central] nos recebeu muito bem. Nós fizemos uma reunião com objetivos claros de dizimar qualquer tipo de dúvida a respeito da nossa competência“, afirmou Vital do Rêgo a jornalistas, ressaltando a receptividade.
Ele acrescentou que o Banco Central demonstrou total abertura para a atuação do Tribunal. “Nós tivemos do BC as portas inteiramente abertas e necessárias para o poder fiscalizatório do TCU. Agradeço muito a forma como o BC se comportou”, declarou o presidente do TCU.
Cooperação em Prol da Transparência na Liquidação do Banco Master
A pauta central do encontro foi a análise das supostas falhas do Banco Central no processo de liquidação do Banco Master. A discussão visava garantir a transparência e a correta aplicação das normas.
Ambas as autoridades, TCU e Banco Central, chegaram a um consenso importante: a realização de uma inspeção conjunta no Banco Central para aprofundar a investigação sobre a liquidação. Este é um passo significativo para a elucidação dos fatos.
A medida reforça o compromisso com a fiscalização e a prestação de contas. A colaboração entre as instituições é vista como fundamental para assegurar a integridade do sistema financeiro nacional.
Portas Abertas para a Fiscalização e Convergência de Objetivos
Vital do Rêgo reiterou o sucesso do diálogo, enfatizando a convergência de propósitos entre as duas instituições. A reunião não apenas defendeu a competência do TCU, mas também solidificou uma parceria estratégica.
“Foi uma reunião em que nós convergimos para o mesmo fim: um fim de fiscalizar e respeitar as nossas prerrogativas”, explicou o presidente do TCU, sublinhando o respeito mútuo e a busca por um objetivo comum.
Este desfecho demonstra a capacidade de diálogo e a disposição das instituições em trabalhar juntas para resolver questões complexas, garantindo a lisura e a eficácia dos processos de supervisão e controle no Brasil.