O São Paulo FC se prepara para um momento decisivo em sua história política. O futuro do presidente Julio Casares será definido em uma votação crucial que pode levá-lo ao afastamento do cargo.
A expectativa é grande entre os torcedores e conselheiros do clube, que aguardam ansiosamente o desfecho desse processo de impeachment de Julio Casares.
O Conselho Deliberativo do clube agendou a sessão para a próxima semana, conforme informações divulgadas pelo presidente Olten Ayres.
A Data e o Quórum Necessário para o Impeachment
O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, confirmou que a votação do impeachment de Julio Casares ocorrerá na próxima quarta-feira, dia 14 de fevereiro. O início da sessão está previsto para as 18h30.
Para que o afastamento provisório de Casares seja aprovado, é fundamental alcançar uma maioria qualificada. São necessários dois terços dos votos do Conselho, o que corresponde a 171 dos 255 conselheiros possíveis.
Próximos Passos: Da Votação à Assembleia Geral
Caso o Conselho Deliberativo vote favoravelmente ao impeachment de Julio Casares, o processo não se encerra ali. Haverá uma segunda etapa decisiva para a destituição definitiva do presidente do São Paulo.
Em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios do clube será convocada. Nesta instância, a decisão do Conselho Deliberativo precisará ser ratificada, mas com um quórum diferente, bastando maioria simples.
Quem Assume o São Paulo em Caso de Afastamento?
Se Julio Casares for efetivamente destituído da presidência do São Paulo, a liderança do clube será imediatamente assumida pelo atual vice-presidente. Harry Massis Junior é o nome que ocupará o cargo.
Ele permanecerá à frente do São Paulo FC até as eleições deste ano. É importante ressaltar que, no clube do Morumbi, a votação para presidente é indireta, sendo os próprios conselheiros os responsáveis por eleger o novo mandatário.
O Contexto e a Posição do Conselho Consultivo
A decisão de agendar a votação do impeachment de Julio Casares ocorre em um momento de debates intensos nos bastidores do clube. A data foi marcada logo após o Conselho Consultivo do São Paulo se posicionar sobre o tema.
Este conselho se manifestou contra o impeachment do presidente, alegando “falta de provas” para justificar o afastamento. Este posicionamento adiciona mais uma camada de complexidade e expectativa ao desfecho da votação.