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Bloqueios em Paris por agricultores franceses intensificam pressão sobre Macron e governo, um dia antes de votação crucial do acordo com o Mercosul, gerando tensões políticas.

Agricultores franceses bloquearam nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, estradas de acesso a Paris e diversos pontos turísticos da capital francesa. O protesto, que começou antes do amanhecer, manifesta a crescente insatisfação da categoria contra um amplo acordo comercial que a União Europeia (UE) busca assinar com países do Mercosul, além de outras reivindicações locais.

A mobilização, liderada pela organização sindical Coordenação Rural, reflete o temor de que o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano inunde a UE com importações de alimentos mais baratos. Além disso, os manifestantes protestam contra a gestão governamental de uma doença bovina e os altos custos de produção.

A tensão é palpável, e os protestos elevam a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron e seu governo. A situação se torna ainda mais delicada um dia antes da votação prevista entre os Estados-Membros da UE sobre o controverso acordo comercial, conforme informações divulgadas pela agência de notícias Reuters.

Agricultores Expressam Desespero e Bloqueiam Pontos Chave de Paris

Os agricultores conseguiram ultrapassar os postos de controle da polícia para entrar na cidade. Eles dirigiram pela famosa avenida Champs-Élysées e bloquearam a estrada ao redor do Arco do Triunfo antes do amanhecer desta quinta-feira. A polícia cercou a área, mas evitou confrontos diretos, com o ministro dos Transportes, Philippe Tabarot, afirmando que “os agricultores não são nossos inimigos”.

Dezenas de tratores obstruíram as rodovias que levam à capital antes do horário de pico da manhã, incluindo a A13, que conecta Paris aos subúrbios do oeste e à Normandia. Essa ação resultou em um congestionamento de aproximadamente 150 km, segundo o ministro dos Transportes.

Stephane Pelletier, membro sênior da Coordenação Rural, expressou o sentimento geral. “Estamos entre o ressentimento e o desespero. Sentimo-nos abandonados, sendo o Mercosul um exemplo disso”, disse Pelletier, em declaração à Reuters, aos pés da Torre Eiffel, onde manifestantes de outros sindicatos, como a FNSEA, se juntaram pacificamente.

O Acordo com o Mercosul e a Pressão Política sobre Macron

A França tem sido historicamente uma forte opositora do acordo comercial com o Mercosul. Mesmo com concessões significativas de última hora, o tema permanece politicamente sensível para o governo, especialmente com eleições municipais se aproximando em março e o avanço da ultradireita nas pesquisas, que precede as eleições presidenciais de 2027.

Maud Bregeon, porta-voz do governo francês, declarou à rádio France Info que “este tratado ainda não é aceitável”. Ela, contudo, recusou-se a comentar se Macron votaria a favor, contra ou se absteria na votação. A ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, afirmou que, mesmo com o apoio dos membros da UE, a França continuará lutando contra o acordo no Parlamento Europeu.

A Comissão Europeia, em um esforço para angariar apoio, propôs disponibilizar 45 bilhões de euros em fundos da UE antecipadamente aos agricultores no próximo orçamento de sete anos do bloco. Além disso, concordou em reduzir as tarifas de importação de alguns fertilizantes.

Votação Crucial e Reivindicações Adicionais dos Agricultores

O acordo conta com o apoio de países como Alemanha e Espanha, e a Comissão parece estar próxima de obter o apoio da Itália. O consentimento de Roma significaria que a UE teria os votos necessários para aprovar o acordo com o Mercosul, mesmo sem o apoio da França. A votação está prevista para a sexta-feira, 9 de fevereiro.

Além das preocupações com o acordo Mercosul, os agricultores franceses exigem o fim da política governamental de abate de vacas em resposta à dermatite nodular contagiosa, que consideram excessiva. Eles defendem a vacinação como alternativa e protestam contra os altos custos e a regulamentação excessiva que afeta o setor.

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