A Nicarágua, sob o governo de Daniel Ortega, anunciou neste sábado, 10 de fevereiro, a libertação de dezenas de prisioneiros. A medida surge em um momento de intensa pressão internacional, especialmente vinda dos Estados Unidos.

Essa decisão ocorre apenas uma semana após a Venezuela, aliada política da Nicarágua, também ter libertado detidos. A ação nicaraguense é vista como uma resposta direta às exigências por maior respeito aos direitos humanos na região.

O anúncio foi feito pelo Ministério do Interior da Nicarágua, conforme informações divulgadas neste sábado, destacando o retorno dessas pessoas às suas casas e famílias.

A Pressão Americana e o Cenário Regional

A embaixada dos Estados Unidos na Nicarágua havia expressado, na sexta-feira, 9 de fevereiro, que a Venezuela deu um passo significativo em direção à paz ao libertar seus “prisioneiros políticos”. Contudo, lamentou a situação nicaraguense.

Segundo a embaixada, “mais de 60 pessoas permanecem injustamente detidas ou desaparecidas” na Nicarágua. Entre elas, estão pastores, trabalhadores religiosos, doentes e idosos, o que demonstra a amplitude da repressão no país.

A pressão dos EUA sobre o ditador Daniel Ortega se intensificou, buscando que o país siga o exemplo venezuelano. Este movimento reflete uma estratégia coordenada de Washington para abordar questões de direitos humanos na América Latina.

O Anúncio Oficial e as Detenções Recentes

Em comunicado oficial, o Ministério do Interior da Nicarágua confirmou que “dezenas de pessoas que estavam no Sistema Penitenciário Nacional estão retornando para suas casas e famílias”. A declaração não especificou o número exato de libertados.

Na sexta-feira, 9 de fevereiro, uma ONG dedicada a compilar violações de direitos humanos no país latino-americano revelou dados alarmantes. Ao menos 61 pessoas foram presas na Nicarágua recentemente.

Essas detenções ocorreram após indivíduos comemorarem ou demonstrarem apoio à captura de Nicolás Maduro nas redes sociais. As prisões foram registradas em nove estados do país, evidenciando a vigilância e repressão governamental.

Histórico de Repressão e Violação de Direitos

O governo nicaraguense tem mantido uma repressão contínua desde os protestos em massa de 2018. Aqueles levantes foram violentamente reprimidos, marcando um período sombrio na história recente do país.

Desde então, o regime de Daniel Ortega tem prendido adversários políticos, líderes religiosos e jornalistas. Essa prática visa silenciar vozes críticas e consolidar o poder autoritário.

Nos últimos oito anos, mais de 5.000 organizações, muitas delas religiosas, foram fechadas na Nicarágua. Milhares de cidadãos foram forçados a fugir do país, buscando refúgio em outras nações, devido à perseguição política e à falta de liberdades.

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