A Copa do Mundo 2026 se aproxima e o cenário de possíveis “zebras” começa a ser desenhado
A Copa do Mundo FIFA de 2026 está prestes a dar seu pontapé inicial, prometendo ser a maior edição da história com 48 seleções participantes. Enquanto gigantes como Brasil, Argentina, França, Inglaterra e Espanha despontam como favoritos tradicionais, o torneio é palco para surpresas e o surgimento de “zebras” que podem ir longe.
Diversas equipes, após um ciclo de quatro anos de trabalho consistente e campanhas notáveis nas Eliminatórias, chegam com potencial para desafiar as potências e protagonizar grandes zebras. A preparação final para a disputa está em andamento, e algumas seleções chamam a atenção pela qualidade de seus elencos e pela forma como conquistaram suas vagas.
A análise dessas potenciais surpresas leva em conta não apenas os resultados recentes, mas também a qualidade individual de seus jogadores e a organização tática das equipes. Acompanhe as seleções que podem agitar a Copa do Mundo de 2026, conforme informações divulgadas pela mídia esportiva especializada.
Noruega: A força de Haaland e um ataque promissor para desafiar gigantes
A Noruega surge como uma das principais candidatas a protagonizar uma grande zebra na Copa do Mundo de 2026. A equipe garantiu sua vaga de forma contundente, liderando seu grupo nas Eliminatórias Europeias. Um feito notável, especialmente considerando que superou a tetracampeã Itália, que mais uma vez ficou de fora do torneio.
O grande trunfo norueguês é, sem dúvida, a presença de Erling Haaland, um dos atacantes mais letais do futebol mundial. Ao seu lado, o meio-campista Martin Odegaard, peça fundamental no Arsenal, dita o ritmo e a criatividade da equipe. Completando um ataque formidável, o centroavante Alexander Sorloth, com passagens por clubes como o Atlético de Madrid, oferece poder de finalização e presença física na área.
Além das estrelas ofensivas, a Noruega conta com outros jogadores de destaque que podem fazer a diferença. O ala Julian Ryerson, o volante Sander Berge e o ponta Antonio Nusa trazem versatilidade, força física e qualidade técnica, compondo um elenco equilibrado e perigoso para qualquer adversário.
Turquia: Retorno ao Mundial com talento jovem e experiência europeia
Após um hiato de 24 anos, a Turquia está de volta à Copa do Mundo, garantindo sua classificação através da fase de repescagem das Eliminatórias Europeias. Sob o comando do técnico italiano Vincenzo Montella, a seleção demonstrou resiliência ao superar Romênia e Kosovo, ambos pelo placar de 1 a 0, em jogos decisivos para selar seu retorno ao maior palco do futebol mundial.
O ponto alto da seleção turca reside em seu setor ofensivo, onde brilham jovens talentos como Arda Güller, promessa do Real Madrid, e Kenan Yildiz, que atua na Juventus. Esses jogadores trazem a irreverência e a habilidade necessárias para desequilibrar defesas adversárias.
Para complementar o poder de fogo, a experiência de Hakan Çalhanoglu no meio-campo é um fator crucial. O jogador traz visão de jogo, qualidade nos passes e cobranças de falta, além de liderança. Na lateral, Ferdi Kadıoglu se destaca pelo vigor físico e pela capacidade de apoiar o ataque com qualidade, oferecendo amplitude e opções pelas pontas.
Japão: O poder asiático com histórico recente de vitórias expressivas
O Japão, principal representante da Ásia no ranking da FIFA, ocupando a 18ª posição, é outra seleção com grande potencial para surpreender na Copa do Mundo de 2026. A equipe comandada por Hajime Moriyasu tem mostrado um futebol consistente e resultados expressivos contra adversários de peso.
Um dos feitos recentes que demonstra a força do Japão foi a vitória sobre o Brasil no ano passado, um resultado que sinaliza a capacidade da equipe de competir em alto nível. Além disso, os japoneses ostentam uma impressionante sequência invicta contra seleções europeias no tempo regulamentar desde 2018, quando foram superados pela Bélgica. Essa resiliência demonstra maturidade e organização tática.
Apesar de sofrer com desfalques importantes no ataque, como Kaoru Mitoma (Brighton) e Takumi Minamino (Monaco), devido a lesões, o Japão conta com jogadores de grande qualidade. Wataru Endo, Daichi Kamada, Takefusa Kubo e Ayase Ueda são os pilares da equipe e possuem o talento necessário para levar o Japão a campanhas memoráveis na competição.
Costa do Marfim: Campeã africana e cheia de jovens talentos promissores
A Costa do Marfim chega à Copa do Mundo de 2026 embalada por uma importante vitória sobre a França em um amistoso pré-torneio, um resultado que demonstra a força e a confiança da equipe. O elenco marfinense é recheado de jovens talentos que prometem dar trabalho aos adversários.
Os pontas Amad Diallo, com 23 anos, e Yan Diomande, de apenas 19, são exemplos dessa nova geração de jogadores promissores. Além deles, o centroavante Ange-Yoan Bonny, que se naturalizou recentemente e atua na Inter de Milão, adiciona poder de fogo e uma referência de área para a equipe.
A conquista da Copa Africana de Nações no início de 2024 é o maior indicativo do potencial da Costa do Marfim. Na grande final, a seleção superou a Nigéria por 2 a 1, levantando a taça em casa e mostrando a força do futebol africano. Essa conquista, aliada ao talento individual, credencia os Elefantes a serem uma das zebras mais comentadas do torneio.
Senegal: Vice-campeão africano com defesa sólida e ataque perigoso
Senegal entra na Copa do Mundo de 2026 com a moral elevada após um vice-campeonato continental. A equipe, comandada pelo ex-jogador Pape Thiaw, demonstrou sua força na competição africana, chegando à final e perdendo o título em uma decisão judicial. Dentro de campo, a vitória por 1 a 0 na prorrogação contra o adversário na final, com gol de Pape Gueye, evidencia a garra da equipe.
A espinha dorsal de Senegal é composta por jogadores experientes e de renome internacional. O zagueiro Kalidou Koulibaly, com passagens por Napoli e Chelsea, é o pilar da defesa, oferecendo segurança e liderança. No meio-campo, o volante Idrissa Gueye é fundamental na construção de jogadas e na transição para o ataque, distribuindo o jogo com qualidade.
O poder ofensivo de Senegal é representado por nomes como Sadio Mané, Ismaïla Sarr e Nicolas Jackson. Esses jogadores são capazes de decidir partidas com seus lances individuais e finalizações precisas, tornando a equipe africana um adversário temido e com potencial para surpreender na Copa do Mundo.
O fator surpresa na Copa: O que esperar das “zebras” em 2026?
A Copa do Mundo sempre reserva espaço para o inesperado, e as seleções citadas possuem os ingredientes necessários para protagonizar grandes zebras em 2026. A combinação de talento individual, organização tática, experiência em grandes competições e a motivação de representar seus países em um palco global pode levar essas equipes a resultados surpreendentes.
A expansão do torneio para 48 seleções também pode diluir um pouco a vantagem histórica das potências, abrindo mais espaço para que equipes com menos tradição, mas com trabalho bem feito, possam competir em igualdade de condições. A força física, a velocidade e a capacidade de adaptação tática serão cruciais para o sucesso dessas “zebras”.
Os confrontos diretos contra as seleções favoritas serão os testes de fogo. A capacidade de neutralizar os pontos fortes dos adversários e explorar suas fragilidades definirá o quão longe essas equipes poderão ir. A torcida e o apoio de suas nações também serão fatores importantes para impulsionar o desempenho em campo, tornando a Copa do Mundo de 2026 ainda mais imprevisível e emocionante.