A proposta de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master no Senado Federal atingiu as assinaturas necessárias para sua instalação. O requerimento foi formalizado nesta segunda-feira, 18 de dezembro.

Liderada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), a iniciativa visa esclarecer um complexo esquema de fraudes financeiras. O caso já é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

A PF estima que os valores desviados possam chegar a R$ 12,2 bilhões. A expectativa agora é pela rápida instalação da comissão para aprofundar as investigações, conforme anunciou o senador Girão em suas redes sociais.

A Proposta de CPI no Senado e as Primeiras Reações

O requerimento para a CPI do Master, impulsionado pelo senador Eduardo Girão, alcançou o mínimo de 42 assinaturas exigidas. Este número é crucial para dar prosseguimento à abertura da comissão no Senado.

Em sua conta no X, Girão expressou suas expectativas e preocupações. Ele declarou: “Espero apenas quando esta CPI seja instalada (defendo que o recesso seja suspenso p/ isso) os parlamentares q se recusaram a apoiá-la não tentem tomar de assalto de novo a partir da força bruta do governo Lula”, evidenciando a tensão política em torno do tema.

CPI vs. CPMI: Entenda as Diferenças na Investigação

É importante diferenciar a CPI proposta por Girão de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que já está na mesa da presidência da Casa. A CPI, por ser exclusiva do Senado, pode ser lida e instalada logo após o recesso parlamentar, em 1º de fevereiro.

Já a CPMI, por ser mista, depende de uma sessão conjunta do Congresso Nacional para sua instalação, o que pode demorar mais. Além do pedido de Girão, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) articula desde o ano passado uma CPMI sobre o Banco Master, afirmando ter mais de 200 assinaturas para seu requerimento.

Operação Compliance Zero e os Bilhões em Fraudes

A CPMI do Master, assim como a CPI, tem como objetivo principal investigar as fraudes financeiras atribuídas ao banco. De acordo com estimativas da Polícia Federal, que conduz a Operação Compliance Zero sobre o caso, os valores envolvidos podem atingir a impressionante cifra de R$ 12,2 bilhões.

No pedido de instalação da CPMI, os proponentes alegam que a comissão permitirá averiguar “as demais conexões político-institucionais relacionadas aos fatos investigados”. Isso sugere que as apurações podem ir além das operações financeiras, buscando ramificações em outras esferas.

Impulso na Câmara dos Deputados Reforça a Demanda por Transparência

A deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, na semana passada, teve um impacto significativo. Segundo o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor de outro requerimento, a ação da PF acelerou a coleta de assinaturas para a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados.

Rollemberg afirma já ter o número acima do necessário de 171 adesões exigidas para a abertura da comissão na Câmara. Este movimento paralelo na Câmara dos Deputados demonstra a amplitude e a urgência percebidas na investigação das supostas fraudes no Banco Master, reforçando a demanda por transparência e responsabilização.

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