As universidades brasileiras, que deveriam ser ambientes de pluralidade e livre debate, têm se tornado palco de intensos conflitos ideológicos. Em vez de promover a troca de ideias, cresce a preocupação com a cristofobia e o cancelamento de vozes que destoam do pensamento hegemônico.

Este cenário levanta sérias questões sobre a verdadeira liberdade de expressão dentro das instituições de ensino superior, especialmente quando se trata de indivíduos com convicções cristãs ou conservadoras. A perseguição, muitas vezes, adota a forma de processos administrativos e constrangimento institucional.

Em uma crônica recente, o escritor Paulo Briguet, elogiado pelo filósofo Olavo de Carvalho como “o Rubem Braga da presente geração”, argumenta que a esquerda transcende a esfera política e se manifesta como uma “religião do ódio”. Ele afirma que o militante revolucionário não busca o debate, mas sim a erradicação de seus adversários, conforme detalhado no texto.

A “Religião do Ódio” e a Perseguição Institucional

Segundo a análise de Briguet, essa “religião do ódio” não é uma abstração, mas uma realidade tangível. Ela é, inclusive, reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), operando com orçamentos bilionários e uma vasta folha de salários, tudo mantido com o dinheiro dos contribuintes.

Nos campi universitários brasileiros, a erradicação do “inimigo” frequentemente se materializa em processos administrativos e uma sistemática perseguição institucional. Isso cria um ambiente onde a divergência de pensamento é vista como uma ameaça a ser eliminada, não como um ponto de partida para o diálogo.

O autor destaca que essa dinâmica inverte a lógica do debate acadêmico, transformando a busca por conhecimento em uma caça a quem não se alinha a determinadas ideologias. A liberdade acadêmica, um pilar fundamental da universidade, é assim comprometida em nome de uma suposta hegemonia ideológica.

O Caso Bianca Laranjeiras: Gravar a Verdade Vira Crime na UNEB

Um exemplo contundente dessa realidade é o caso de Bianca Laranjeiras, estudante da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Bianca ousou registrar em vídeo uma fala de seu professor de Gestão de Crise, que desejava abertamente a morte de Donald Trump, dizendo: “Tomara que este filho da puta morra logo”.

Em um contexto de normalidade, esperava-se que o professor fosse questionado por sua conduta. Contudo, a “máquina de R$ 1 bilhão” da UNEB, incluindo reitoria e assessoria jurídica, direcionou seus esforços para destruir a vida da aluna, transformando Bianca em alvo preferencial.

Este episódio ilustra como, para essa “religião do ódio”, o adversário não é visto como um ser humano com direito à opinião, mas como um elemento a ser extirpado. A ação contra Bianca demonstra um claro padrão de cancelamento e silenciamento de quem expõe verdades incômodas.

Tassos Lycurgo na UFRN: A Perseguição à Fé e à Beleza

A engrenagem da perseguição não se restringe à Bahia, estendendo-se por uma “arquitetura nacional de silenciamento”. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o alvo é o professor e pastor Tassos Lycurgo, um acadêmico que ousa abordar Deus e a Beleza em um departamento de Artes.

Tassos define o ambiente universitário atual como um “panóptico social”, onde a vigilância mútua foi elevada ao status de política pública. Seu “crime”, aos olhos dos perseguidores, é o mesmo de Bianca: a recusa em se curvar à ideologia secular que repudia Cristo e persegue a fé.

Para a “religião do ódi”, a presença de um cristão conservador em uma cátedra é uma “aberração” a ser removida. Tassos argumenta que a universidade, antes baluarte da civilização, tornou-se um instrumento de rebarbarização, onde o debate é substituído pelo cancelamento e até por ameaças de morte.

Resistência e Esperança: A Coragem Individual Contra o Silenciamento

O que está em jogo nesses casos vai além de disputas regimentais. Trata-se do uso da estrutura estatal para a aniquilação simbólica de quem não professa a cartilha ideológica. É uma guerra pela alma das pessoas, onde a “morte civil, acadêmica e reputacional” substitui métodos mais ruidosos.

No entanto, há algo que essa ideologia não consegue dominar: a coragem individual. Bianca Laranjeiras, com seu celular, e Tassos Lycurgo, com sua defesa da Beleza e da Verdade, emergem como símbolos de resistência. Sua postura não se explica apenas pela política, mas pela integridade moral.

A “religião do ódio” exige silêncio e medo. Contudo, como destaca o autor da crônica, o medo é o único imposto que não somos obrigados a pagar. Bianca e Tassos escolheram a liberdade, amparada na verdade dos fatos, expondo a mediocridade daqueles que se julgam donos das consciências alheias, enfrentando a cristofobia e a intolerância.

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