Mudança de Rota no PT: Gleisi Hoffmann Lança Pré-Candidatura ao Senado no Paraná
A política paranaense e nacional foi agitada com o anúncio da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Paraná nas eleições deste ano.
A decisão da deputada federal licenciada representa uma reviravolta nos planos do Partido dos Trabalhadores no estado, buscando fortalecer o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Este movimento estratégico vem após reuniões importantes e um pedido direto do presidente, conforme informações divulgadas pela Gazeta do Povo.
O Cenário Político e a Decisão de Lula
Gleisi Hoffmann se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o diretor-geral de Itaipu, Enio Verri, ex-deputado federal pelo Paraná, para definir os rumos da disputa.
Em um comunicado, a ministra reafirmou seu compromisso. “Reafirmei meu compromisso de fortalecer, no Paraná, o projeto liderado pelo presidente Lula. Sou pré-candidata ao Senado Federal“, declarou Gleisi Hoffmann.
A escolha por Gleisi veio após uma articulação interna, onde Enio Verri, que havia sido anunciado anteriormente como pré-candidato ao Senado pelo partido, abriu mão de sua postulação a pedido de Lula.
A Voz de Enio Verri e a Estratégia Partidária
A alteração nos planos foi confirmada pelo próprio Enio Verri. “Portanto, o que antes já estava bem desenhado, que era a minha pré-candidatura ao Senado e a pré-candidatura da Gleisi a deputada federal, foi alterada no decorrer da semana passada. O presidente já me notificou sobre isso […] Dessa vez quem disputa a eleição é a Gleisi”, afirmou Verri à Gazeta do Povo.
A ministra é considerada o principal nome do PT no estado do Paraná. A movimentação visa um objetivo claro do partido: frear uma possível vitória dupla da direita ao Senado na região, que já conta com nomes como Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Cristina Graeml (União Brasil) como pré-candidatos.
O Prazo para o Afastamento e as Expectativas
Os ministros que pretendem disputar as eleições de 2024 têm um prazo legal para deixar seus cargos no governo. A data limite para o afastamento é o dia 4 de abril.
A expectativa é que um número significativo de membros do governo Lula se desvincule de suas funções para concorrer. Pelo menos 20 ministros devem se afastar de seus cargos para participar do pleito eleitoral, indicando uma ampla movimentação política nos próximos meses.