Luísa Sonza detalha a experiência de ser alvo de ódio antes de ter uma base de fãs
A cantora Luísa Sonza, de 27 anos, abriu o jogo sobre a intensa onda de comentários negativos que a acompanha desde os primeiros passos de sua trajetória artística. Em uma participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, a artista, natural de Tuparendi, no Rio Grande do Sul, compartilhou as dificuldades em processar o ódio direcionado a ela, especialmente por vir de uma cidade pequena.
Sonza relata que, em sua visão, o ódio a precedeu mesmo antes de ela construir uma audiência fiel. “Eu tive hater antes de ter fã. No meu cérebro, lá em Tuparendi (…), foi muito avassalador de várias maneiras”, declarou a artista, evidenciando o impacto emocional dessas primeiras experiências.
A cantora também abordou a forma como é percebida pelo público, que, segundo ela, muitas vezes a vê de maneira distorcida. “Uma pessoa te vê como Deus, a outra pessoa te vê como o diabo”, exemplificou, indicando a polarização em torno de sua imagem. As informações são baseadas em declarações recentes da cantora no programa “Sem Censura”.
A origem do ódio infundado, segundo a artista
Luísa Sonza explicou que sempre se identificou com sua origem no interior, mas que essa identidade foi sujeita a diversas interpretações externas ao longo do tempo. A artista sente que sua imagem pública é frequentemente moldada por uma visão distorcida por parte de seus críticos, o que demandou um esforço considerável para que ela própria não absorvesse essas percepções negativas sobre si.
“Eu aprendi a não lidar com as críticas”, confessou Sonza. Ela argumenta que é impossível oferecer uma resposta inteligente ou sensata a perguntas que considera “burras” e “completamente tiradas de contexto”. A cantora acredita que, em muitos momentos, tentou dialogar com essas críticas mal construídas e descontextualizadas, o que se mostrou infrutífero.
A artista reforçou que grande parte do ódio que recebe é desprovido de fundamento. “Não tem como compactuar com o absurdo. E a maioria, assim, 99% dos comentários, das opiniões, não são uma opinião construída e crítica, e que vai ali no fundo construir algo. É mais o ódio pelo ódio; (a pessoa) usa de qualquer coisa para xingar”, avaliou.
A dificuldade em processar a negatividade inicial
A cantora Luísa Sonza descreveu o sentimento de ser alvo de críticas e comentários negativos logo no início de sua carreira, antes mesmo de ter uma base sólida de fãs. Ela ressaltou que, vindo de uma cidade pequena como Tuparendi, no Rio Grande do Sul, a exposição midiática e o escrutínio público foram avassaladores.
“No meu cérebro, lá em Tuparendi”, a artista refletiu sobre como a recepção inicial foi particularmente difícil de processar. A disparidade entre sua vida em uma comunidade menor e a intensidade do julgamento público em larga escala gerou um impacto emocional significativo, que ela descreveu como “avassalador de várias maneiras”.
Essa experiência inicial moldou a forma como Luísa Sonza passou a encarar as críticas. A falta de uma base de fãs para contrapor o ódio, ou mesmo para oferecer um contraponto positivo, intensificou a sensação de vulnerabilidade. A cantora, portanto, teve que desenvolver mecanismos próprios para lidar com essa negatividade, um processo que ela descreve como um aprendizado constante.
A cantora e a construção de sua identidade artística sob os holofotes
Luísa Sonza sempre se viu como uma “menina do interior”, uma identidade que, segundo ela, passou por diversas leituras e interpretações por parte do público ao longo do tempo. Essa dualidade, entre a autoimagem e a percepção externa, tem sido um ponto central em sua jornada artística.
“Uma pessoa te vê como Deus, a outra pessoa te vê como o diabo”, comentou a cantora, ilustrando a polarização que a cerca. Essa variação extrema na forma como é percebida demonstra a complexidade de sua figura pública e o desafio de gerenciar expectativas e julgamentos tão distintos.
A artista sente que essa percepção fragmentada dificulta a conexão genuína com seu público. Ao invés de ser vista por quem realmente é, ela acredita que muitos a julgam com base em narrativas construídas por terceiros, que nem sempre correspondem à realidade de sua vida ou de sua arte. Esse distanciamento entre a Luísa real e a Luísa projetada tem sido um obstáculo a ser superado.
A desconexão entre crítica e opinião fundamentada
A cantora Luísa Sonza criticou a natureza de muitas das opiniões e comentários que recebe, afirmando que uma vasta maioria não representa uma crítica construtiva, mas sim um “ódio pelo ódio”. Segundo ela, as pessoas frequentemente buscam qualquer pretexto para expressar negatividade, sem um embasamento real em sua trajetória ou em seu trabalho.
“Não tem como compactuar com o absurdo”, declarou Sonza, ressaltando a irracionalidade por trás de muitos ataques. Ela percebe que 99% das manifestações negativas não são baseadas em uma análise aprofundada ou em um desejo de construir algo positivo, mas sim em uma pulsão destrutiva.
Essa constatação levou a artista a mudar sua abordagem em relação às críticas. Em vez de tentar responder ou dialogar com o que considera “perguntas burras e completamente tiradas de contexto”, ela passou a adotar uma postura de aceitação do absurdo, sem, no entanto, compactuar com ele. A cantora aprendeu a diferenciar a crítica legítima do ataque infundado.
O aprendizado de Luísa Sonza em lidar com o ódio
Diante da avalanche de comentários negativos, Luísa Sonza revelou ter aprendido a não mais “lidar com as críticas” da maneira tradicional. Ela percebeu a futilidade de tentar oferecer respostas racionais a provocações que considera desprovidas de lógica e contexto.
“Eu acho que muitas vezes eu tentei compactuar com essas coisas muito fora e muito mal construídas na pergunta”, admitiu a cantora, indicando um período em que tentou dialogar com o que lhe parecia irracional. Essa tentativa, contudo, se mostrou infrutífera e desgastante.
A virada de chave, segundo ela, ocorreu ao “aceitar o absurdo, e não compactuar com o absurdo”. Isso significa reconhecer que muitas críticas são baseadas em projeções e em uma imagem deturpada da artista, que não corresponde à sua realidade. “A pessoa inventou uma pessoa que não sou eu, e ela odeia essa pessoa”, explicou, demonstrando uma nova forma de encarar o ódio recebido.
A criação de personas e o ódio direcionado a elas
Um dos pontos centrais do desabafo de Luísa Sonza é a percepção de que muitos de seus detratores odeiam uma figura que ela sequer reconhece como sua. A artista sente que, na mente de seus críticos, existe uma “pessoa que não sou eu”, e é essa persona fabricada que é alvo de ódio e críticas.
“Ela odeia essa pessoa, e ela critica essa pessoa. Ela não sabe quem eu sou, ela nem sabe o que aconteceu ou o que não aconteceu na minha vida”, pontuou Sonza, evidenciando a desconexão entre a realidade e a percepção distorcida que alimenta o ódio direcionado a ela.
Essa dinâmica, segundo a cantora, torna a crítica infundada e impossível de ser combatida de forma direta. Ao invés de confrontar o ódio, ela passou a se distanciar dele, entendendo que as projeções negativas refletem mais sobre quem as emite do que sobre quem as recebe. Essa compreensão tem sido fundamental para sua saúde mental e para a manutenção de sua autenticidade artística.
O impacto da origem no interior na percepção pública
Luísa Sonza atribui parte das dificuldades iniciais e da recepção negativa ao fato de vir de uma cidade pequena. Ela mencionou que, em sua visão, “tive hater antes de ter fã”, sugerindo que a novidade de uma artista emergindo de um local com menos visibilidade pode ter gerado um escrutínio diferenciado.
“No meu cérebro, lá em Tuparendi (…), foi muito avassalador de várias maneiras”, relatou, indicando que a transição para o universo midiático foi um choque cultural e emocional. A falta de referências ou de um contexto mais amplo sobre a exposição pública pode ter intensificado a sensação de vulnerabilidade.
Essa origem, embora parte intrínseca de sua identidade, parece ter sido interpretada de maneiras diversas, algumas delas negativas. A artista sente que essa característica, em vez de ser vista como um ponto de autenticidade, foi por vezes utilizada como um gatilho para críticas e julgamentos, complexificando ainda mais sua entrada no cenário artístico nacional.
A evolução da artista em relação à negatividade online
A trajetória de Luísa Sonza no universo da música tem sido marcada por uma constante exposição e, consequentemente, por uma intensa exposição a críticas e comentários, tanto positivos quanto negativos. A artista, no entanto, tem demonstrado uma evolução notável na forma como lida com a negatividade online.
Inicialmente, como ela mesma relata, o impacto do ódio era avassalador, especialmente por ter vindo de uma cidade pequena e por ter enfrentado haters antes mesmo de consolidar uma base de fãs. Esse período foi de grande aprendizado e adaptação.
Com o tempo, Luísa Sonza desenvolveu uma estratégia de enfrentamento baseada em aceitar o absurdo sem compactuar com ele. Essa maturidade reflete uma compreensão mais profunda de que a opinião alheia, especialmente quando infundada, não define sua identidade ou seu valor. A cantora parece ter encontrado um equilíbrio entre se proteger e seguir adiante com sua carreira, sem se deixar abalar pelas críticas destrutivas que, em sua maioria, não se baseiam em fatos.
Reflexões sobre a indústria musical e a saúde mental dos artistas
O desabafo de Luísa Sonza lança luz sobre um tema recorrente na indústria do entretenimento: o impacto da exposição pública e do ódio online na saúde mental dos artistas. A cantora, ao relatar ter “hater antes de ter fã”, ilustra a crueldade do ambiente digital, onde o julgamento precede muitas vezes o reconhecimento.
A dificuldade em distinguir entre crítica construtiva e ataque pessoal é um desafio constante para figuras públicas. A artista demonstra ter passado por um processo de aprendizado para não se deixar consumir por “perguntas burras e completamente tiradas de contexto”, buscando proteger sua própria percepção e bem-estar.
Ao afirmar que “a maioria, assim, 99% dos comentários, das opiniões, não são uma opinião construída e crítica”, Luísa Sonza aponta para a superficialidade e a toxicidade de grande parte das interações online. Essa reflexão é crucial para um debate mais amplo sobre a responsabilidade dos usuários de redes sociais e sobre o suporte necessário para artistas que lidam com pressões extremas em suas carreiras.
A importância de separar a persona pública da realidade individual
Luísa Sonza enfatiza a necessidade de o público compreender a diferença entre a persona pública de um artista e sua realidade individual. Ela sente que muitos críticos criam uma imagem idealizada ou demonizada, “uma pessoa que não sou eu”, e direcionam seu ódio a essa figura fictícia.
“Ela não sabe quem eu sou, ela nem sabe o que aconteceu ou o que não aconteceu na minha vida”, declarou a cantora, destacando a superficialidade com que muitas vezes sua vida e obra são analisadas. Essa desconexão impede uma avaliação justa e baseada em fatos.
A cantora sugere que, ao invés de odiar uma construção imaginária, as pessoas deveriam buscar conhecer o artista de forma mais autêntica. Essa separação é fundamental não apenas para a saúde mental do artista, mas também para que o público possa apreciar a arte de forma mais consciente e menos enviesada por pré-julgamentos e narrativas criadas.