A política venezuelana María Corina Machado, figura proeminente da oposição e recentemente agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, trouxe à tona detalhes sobre seu relacionamento com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Suas declarações recentes são cruciais para entender a dinâmica política regional.

Estas falas ganham ainda mais peso em um cenário de profunda agitação na Venezuela, marcada por recentes ataques dos EUA e pela captura do presidente Nicolás Maduro. O país sul-americano vive um momento de incerteza sobre sua futura liderança e direção política.

Em sua primeira entrevista após os eventos que abalaram a Venezuela, a líder opositora não só discorreu sobre seu último contato com Donald Trump, mas também expressou sua visão sobre as intervenções americanas, conforme informações divulgadas nesta segunda-feira (6).

O Último Contato com Trump e o Reconhecimento Internacional

María Corina Machado afirmou não ter diálogo com Donald Trump desde outubro passado. Em entrevista ao programa “Hannity”, da Fox News, ela foi categórica sobre o último contato.

“Na verdade, falei com o presidente Trump em 10 de outubro, no mesmo dia em que o Prêmio (Nobel da Paz) foi anunciado, (mas) não desde então”, declarou a líder venezuelana.

Premiada por trabalhar “incansavelmente” pela democracia, Machado cumpre os três requisitos estabelecidos por Alfred Nobel para o reconhecimento. Este prêmio reforça seu status como uma voz crucial na luta pela liberdade na Venezuela.

A Visão de Machado sobre a Intervenção dos EUA na Venezuela

As ações militares dos Estados Unidos contra a Venezuela, que culminaram na captura de Nicolás Maduro no último sábado (3), foram fortemente apoiadas por María Corina Machado.

Ela classificou as intervenções como “um enorme passo para a humanidade, para a liberdade e para a dignidade humana”, expressando seu apoio irrestrito.

Considerada a opositora mais confiável de Maduro, Machado deixou a Venezuela no mês passado para receber seu prêmio na Noruega e ainda não retornou ao país. Sobre seus planos, ela declarou à Fox News: “Pretendo voltar para casa o mais rápido possível”.

O Cenário Político Venezuelano Pós-Ataques

Com a vacância na presidência, a vice-presidente e ministra do petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina nesta segunda-feira. Contudo, as ações de Washington no fim de semana geraram muitas dúvidas sobre a liderança futura do país.

Curiosamente, no sábado (3), Donald Trump já havia descartado a possibilidade de colaborar com María Corina Machado. Ele alegou que ela “não tem apoio nem respeito dentro do país”, uma declaração que contrasta com o prestígio internacional da líder opositora e vencedora do Nobel da Paz.

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