Hassan Khomeini Alerta Sobre Futuro Sombrio para Iranianos e Atribui Violência a Táticas Terroristas
Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica do Irã, fez uma declaração contundente que ecoa preocupações sobre o futuro da nação. Ele alertou que, caso o regime teocrático do país seja derrubado, a população iraniana enfrentará um período de grande sofrimento e instabilidade.
A afirmação surge em um momento de crescentes protestos e agitação social no Irã, onde as autoridades têm respondido com repressão e corte de comunicações. A violência nos confrontos tem sido uma característica marcante, levantando questões sobre a natureza dos distúrbios.
As declarações de Khomeini não apenas projetam um cenário sombrio para o pós-regime, mas também traçam paralelos alarmantes com o terrorismo. As informações foram transmitidas pela emissora estatal iraniana IRIB, conforme divulgado.
A Visão de Caos Pós-Queda do Regime
Em sua entrevista à IRIB, Hassan Khomeini foi categórico ao afirmar que a queda do regime do Irã resultaria em uma completa desordem. Segundo ele, a segurança, a liberdade e o bem-estar dos cidadãos seriam completamente comprometidos.
“No dia seguinte à queda da República Islâmica, não haverá segurança, liberdade ou bem-estar no país”, declarou Khomeini. Essa visão apocalíptica busca enfatizar a gravidade das consequências de uma potencial mudança de poder no país.
Hassan Khomeini é uma figura de peso, sendo neto do aiatolá Ruhollah Khomeini, o líder supremo que orquestrou a revolução de 1979 e a derrubada do Xá Mohammad Reza Pahlavi, um monarca apoiado pelo Ocidente. A revolução de seu avô pavimentou o caminho para o atual regime clerical.
Violência e a Acusação de ‘Terrorismo Estilo Estado Islâmico’
Em relação aos recentes distúrbios no Irã, Khomeini alegou que um “terrorismo” similar ao do Estado Islâmico estava impulsionando a violência, desassociando-a de protestos legítimos. Ele enfatizou que os eventos recentes não tinham ligação com manifestações pacíficas.
“Os eventos da noite de quinta-feira (8) em diante não tinham nada a ver com protestos”, afirmou. Ele descreveu a intensidade da violência como algo incomum para a sensibilidade iraniana, sugerindo uma influência externa por trás dos confrontos.
“Testemunhamos um nível de violência que não condiz com a sensibilidade iraniana”, disse ele, segundo a mídia estatal. “Foi uma violência no estilo do Estado Islâmico. Parece-me que, nos bastidores, grande parte disso é uma tendência semelhante à do Estado Islâmico, vinda de países vizinhos.”
A Repressão dos Protestos e a Posição Internacional
A violência nos protestos, que eclodiram devido a queixas econômicas generalizadas, intensificou-se após o corte de acesso à internet pelas autoridades e uma repressão brutal. Os manifestantes foram rotulados de “vândalos e terroristas” pelo governo.
Sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou monitorar os protestos e avaliar opções militares, Hassan Khomeini criticou a postura americana. “Trump fecha os olhos para a questão dos direitos humanos”, declarou, rebatendo as preocupações internacionais.
Figuras Chave e a Sucessão no Irã
O atual líder supremo do Irã é o aiatolá Ali Khamenei, que está no poder desde 1989, sucedendo o avô de Hassan, Ruhollah Khomeini. A questão da sucessão é um tema sensível e de grande importância política no país.
Embora o futuro sucessor ainda não esteja claro, analistas políticos citam potenciais candidatos de destaque. Entre eles estão Mojtaba Khamenei, filho do atual líder, e o próprio Hassan Khomeini, ambos figuras religiosas influentes dentro do establishment iraniano.