Quaest divulga pesquisa eleitoral para governo e Senado no Rio de Janeiro em 2026
A Quaest divulgou nesta terça-feira (8) uma pesquisa de intenções de voto que delineia os possíveis cenários para as eleições de governador e senador no Rio de Janeiro em 2026. O levantamento, realizado entre os dias 4 e 7 de setembro, ouviu 1.302 eleitores e foi contratado pela Globo Comunicação e Participações S/A/TV Globo, com registro no TSE sob o nº RJ-04768/2026.
No cenário para o governo do estado, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), desponta como o favorito em simulações de primeiro e segundo turnos. Já para a vaga no Senado, a pesquisa indica uma disputa mais acirrada, com Benedita da Silva (PT) liderando as intenções de voto, mas com um percentual significativo de eleitores indecisos.
Os resultados, que possuem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, oferecem um panorama inicial sobre as preferências do eleitorado fluminense para as próximas eleições gerais, conforme informações divulgadas pelo instituto Quaest.
Eduardo Paes lidera disputa para governador em cenários simulados
Na pesquisa estimulada para o governo do Rio de Janeiro em 2026, Eduardo Paes (PSD) aparece na frente com 39% das intenções de voto. Em seguida, surge Douglas Ruas (PL), com 18%, e Anthony Garotinho (Republicanos), com 8%. Outros nomes como Cyro Garcia (PSTU) e William Siri (PSOL) aparecem com 2% e 1% respectivamente, enquanto Coronel Busnello (Missão), Juliette (UP) e André Marinho (Novo) registraram 1% cada. Luan Monteiro (PCO) não pontuou. Cerca de 14% dos entrevistados indicaram voto em branco ou nulo, e 16% se declararam indecisos.
É importante notar que Anthony Garotinho teve seus direitos políticos cassados, o que o torna, em tese, inelegível. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem até 14 de setembro para julgar a situação de sua candidatura, o que pode alterar significativamente o cenário eleitoral caso ele não possa concorrer.
Segundo turno para o governo do Rio: Paes amplia vantagem
A pesquisa Quaest também simulou dois cenários de segundo turno para a eleição ao governo, ambos com a participação de Eduardo Paes. No primeiro, contra Douglas Ruas, Paes venceria com 52% dos votos, contra 26% de Ruas. Cerca de 14% votariam em branco ou nulo, e 8% permaneceriam indecisos.
Em um eventual confronto contra Anthony Garotinho, Eduardo Paes manteria a liderança, obtendo 53% das intenções de voto, enquanto Garotinho ficaria com 17%. Neste cenário, a soma de votos em branco, nulo ou nenhum atingiria 22%, com 8% de indecisos. Esses resultados indicam uma forte posição de Eduardo Paes caso a eleição se confirme para 2026.
Disputa pelo Senado: Benedita da Silva na frente, mas com alta indecisão
Na corrida pela vaga de senador, a pesquisa estimulada aponta Benedita da Silva (PT) como a preferida, com 15% das intenções de voto. Em seguida, aparece Marcelo Crivella (Republicanos), com 8%. Carlos Jordy (PL), Pedro Paulo (PSD) e Carlos Portinho (PL) estão empatados em terceiro lugar, cada um com 6% das menções.
Monica Benicio (PSOL) aparece com 4%, seguida por Waguinho (Republicanos) com 2%. Outros candidatos como Comandante Ribeiro Afonso (Democrata), Paula Falcão (PSTU), Michelly Xavier (UP), Helio Secco (Missão) e Marcos Dias (Podemos) registraram 1% ou menos. Um fator de destaque é o alto índice de indecisos, que somam 24%, além de 25% que declararam voto em branco, nulo ou que não vão votar. Considerando a margem de erro, Crivella e os três candidatos com 6% estão em empate técnico.
Cenário espontâneo: indecisão predomina em ambas as disputas
Nos cenários espontâneos, onde os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, a indecisão se mostra ainda mais acentuada. Para o governo, 64% dos eleitores declararam estar indecisos, enquanto Eduardo Paes aparece com 22% das menções e Douglas Ruas com 9%. Garotinho surge com 1%, e a maioria dos demais candidatos não obteve pontuação significativa.
Na disputa pelo Senado, o índice de indecisos no cenário espontâneo chega a 82%, evidenciando a dificuldade dos eleitores em definir suas preferências para a cadeira no Congresso Nacional. Benedita da Silva aparece com 5%, Carlos Jordy e Pedro Paulo com 2% cada, e Marcelo Crivella com 1%. A grande maioria dos nomes mencionados obteve 0% ou 1% das intenções de voto.
Metodologia e importância da pesquisa eleitoral
A pesquisa Quaest ouviu 1.302 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. O levantamento foi contratado pela Globo Comunicação e Participações S/A/TV Globo e possui nível de confiança de 95%, com margem de erro de 3 pontos percentuais. O registro no TSE é nº RJ-04768/2026.
A publicação de pesquisas eleitorais, como a realizada pela Quaest, é fundamental para entender o momento político e as tendências de voto. No entanto, é crucial analisar os dados com atenção, considerando a metodologia aplicada, a data de realização e a margem de erro. Pesquisas refletem um retrato pontual do eleitorado e podem ser influenciadas por diversos fatores, desde a forma como as perguntas são formuladas até eventos políticos que ocorrem próximo à data da coleta.
Análise dos resultados e o que esperar para 2026
Os resultados da pesquisa Quaest indicam que Eduardo Paes possui uma base de apoio sólida para a disputa ao governo do Rio de Janeiro em 2026, especialmente em cenários de segundo turno. Sua liderança em ambos os cenários simulados sugere uma vantagem considerável sobre seus potenciais adversários. No entanto, a expressiva fatia de indecisos e votos brancos/nulos em todos os cenários demonstra que a disputa ainda está aberta e que há espaço para movimentações políticas significativas.
Para o Senado, o cenário é mais volátil. A liderança de Benedita da Silva é, até o momento, confortável, mas a expressiva quantidade de eleitores indecisos e a margem de erro que coloca outros candidatos em empate técnico indicam que a disputa pode se acirrar nas próximas campanhas. A definição sobre a elegibilidade de Anthony Garotinho também pode ter um impacto relevante no quadro geral.
Contexto político e influências futuras
É importante ressaltar que as eleições de 2026 ainda estão distantes, e o cenário político pode sofrer alterações significativas. Fatores como o desempenho dos atuais governantes, a articulação de novas alianças partidárias, o surgimento de novas lideranças e possíveis crises políticas ou econômicas podem influenciar diretamente a opinião pública e, consequentemente, os resultados eleitorais.
A pesquisa da Quaest serve como um termômetro inicial, fornecendo dados valiosos para partidos, candidatos e analistas políticos. Ela permite identificar os nomes com maior reconhecimento e potencial de voto, bem como as áreas onde os eleitores ainda demonstram maior incerteza. Acompanhar a evolução das pesquisas e os debates políticos será essencial para compreender o desfecho dessas disputas em 2026.
Outros candidatos e a relevância do voto
Embora Eduardo Paes lidere com folga para o governo, e Benedita da Silva apareça na frente para o Senado, a pesquisa também detalha o desempenho de outros postulantes. Nomes como Douglas Ruas, Anthony Garotinho, Marcelo Crivella, Carlos Jordy, Pedro Paulo e Carlos Portinho aparecem com percentuais que, dependendo da dinâmica da campanha, podem se consolidar ou se perder.
A alta taxa de indecisos e de votos brancos/nulos em ambas as disputas é um indicativo da necessidade de os candidatos buscarem maior engajamento com o eleitorado. A capacidade de apresentar propostas claras, de se conectar com as demandas da população e de mobilizar o eleitorado será determinante para o sucesso nas urnas em 2026. A Gazeta do Povo, como veículo de imprensa, tem o compromisso de divulgar informações eleitorais de forma transparente, permitindo que os leitores formem suas próprias opiniões com base em dados confiáveis.