Planejamento Sucessório Alcança Classe Média Brasileira: Cresce Busca por Testamentos e Holdings em 2025
O planejamento sucessório, antes restrito a famílias de alta renda, tem registrado um aumento expressivo na adesão por parte da classe média no Brasil. A preocupação com a segurança do patrimônio, a prevenção de litígios familiares e a antecipação a possíveis mudanças tributárias têm levado um número crescente de brasileiros a buscar soluções como testamentos, holdings familiares e doações em vida.
Dados recentes apontam para um cenário de consolidação dessa tendência. O Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF) divulgou que o país atingiu o recorde histórico de 38.740 testamentos registrados em 2025, um crescimento acumulado de 21% nos últimos cinco anos. No Paraná, por exemplo, a alta foi ainda mais acentuada, com um aumento de 37,7% no mesmo período.
Essa mudança de comportamento é atribuída a fatores como o aumento da longevidade, o crescimento do empreendedorismo e a maior conscientização sobre questões tributárias. Imóveis, pequenas empresas, aplicações financeiras e até mesmo ativos digitais agora motivam famílias a organizar a sucessão ainda em vida, buscando maior tranquilidade e segurança para o futuro. As informações são baseadas em análise de mercado e dados divulgados por entidades setoriais.
A Democratização do Planejamento Sucessório: Do Patrimônio Milionário à Classe Média
O cenário atual marca uma clara democratização do planejamento sucessório no Brasil. Tradicionalmente associado a grandes fortunas e heranças vultosas, o tema agora ressoa com famílias de classe média que buscam proteger seus bens e garantir uma transição patrimonial organizada. Philippe Enke Mathieu, CEO da GFX – Inteligência Financeira, destaca essa transformação: “O planejamento sucessório deixou de ser associado apenas a patrimônios milionários. Hoje, famílias de classe média entendem que organizar bens e definir regras sucessórias pode evitar disputas, proteger patrimônio e reduzir custos futuros”.
Essa percepção ampliada se deve, em parte, à maior acessibilidade a informações sobre finanças e organização patrimonial. O brasileiro tem compreendido que o planejamento sucessório não se trata apenas de lidar com a finitude, mas sim de uma estratégia proativa de gestão familiar e financeira. A evolução do mercado e a oferta de serviços mais adaptados a diferentes realidades econômicas também contribuem para essa expansão, tornando a ferramenta mais palpável e menos intimidante para um público mais amplo.
O Impacto da Digitalização e a Busca por Eficiência nos Processos
A digitalização dos serviços cartorais tem sido um catalisador fundamental para o aumento da procura por planejamento sucessório. Plataformas como o e-Notariado simplificaram procedimentos antes considerados excessivamente burocráticos, como a realização de testamentos. Essa facilidade de acesso e a agilidade nos processos têm encorajado mais pessoas a formalizarem suas vontades e a organizarem a sucessão de seus bens.
A possibilidade de realizar diversos atos notariais remotamente, com segurança e validade jurídica, eliminou barreiras geográficas e de tempo. Isso permitiu que um número maior de cidadãos, incluindo aqueles que residem em regiões mais distantes de grandes centros ou que possuem agendas apertadas, pudessem dar os passos necessários para o planejamento sucessório. A eficiência e a desburocratização são, portanto, elementos cruciais que impulsionam essa tendência.
Tendências que Impulsionam o Planejamento Sucessório no Brasil
Diversas tendências convergem para o fortalecimento do planejamento sucessório como uma prática cada vez mais comum no Brasil. Além da busca por segurança e prevenção de conflitos, outros fatores ganham destaque:
1. Ascensão das Holdings Familiares para Classe Média
Antes restritas a grandes patrimônios, as holdings familiares estão sendo cada vez mais adotadas por famílias de classe média que possuem imóveis, pequenas empresas e investimentos financeiros. Essa estrutura corporativa facilita a administração centralizada dos bens, simplifica o processo de sucessão e pode gerar economia tributária e redução de custos com inventários futuros. A holding permite uma organização mais eficiente do patrimônio, com regras claras para a transferência de controle e gestão.
2. O Crescimento Recorde de Testamentos: Uma Mudança Cultural
O número expressivo de testamentos registrados em 2025 sinaliza uma mudança cultural significativa no país. Mais brasileiros estão optando por definir previamente a destinação de seus bens, garantindo que suas vontades sejam respeitadas e evitando longas e desgastantes disputas judiciais entre herdeiros. O testamento é uma ferramenta jurídica que oferece clareza e segurança jurídica no processo de sucessão.
3. Receio de Mudanças Tributárias e Antecipação de Processos
A discussão sobre um possível aumento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) tem levado muitas famílias a anteciparem seus processos sucessórios. A incerteza em relação a futuras alterações na legislação tributária, especialmente no contexto de debates sobre a reforma tributária, impulsiona a busca por soluções que protejam o patrimônio contra onerações futuras. Planejar a sucessão em vida pode ser uma forma de garantir economia tributária.
4. Empresas Familiares Buscam Continuidade e Paz Societária
O planejamento sucessório também ganha relevância no universo das empresas familiares. Pequenos e médios negócios estão cada vez mais conscientes da importância de discutir a sucessão de forma estratégica. O foco está em garantir a continuidade das operações, preparar os herdeiros para a gestão e minimizar conflitos societários que possam comprometer o futuro da empresa. Protocolos de governança e acordos societários são ferramentas essenciais nesse processo.
5. Maior Acesso à Informação e Educação Financeira
O acesso facilitado à informação sobre investimentos, gestão de patrimônio e organização financeira tem aproximado a classe média do conceito de planejamento sucessório. O tema deixou de ser visto como algo distante e complexo, tornando-se uma ferramenta de organização e planejamento de vida. A educação financeira desempenha um papel crucial nesse processo de conscientização.
6. Inclusão de Ativos Digitais e Novos Patrimônios
O planejamento sucessório moderno abrange agora uma gama mais ampla de ativos, incluindo criptomoedas, contas digitais, investimentos online e outros patrimônios virtuais. Sem uma organização prévia, esses ativos podem se tornar inacessíveis ou de difícil partilha para os herdeiros. A inclusão desses novos bens nas estratégias de sucessão é fundamental para garantir que todo o patrimônio seja devidamente transferido.
7. Agilidade e Menos Burocracia com Inventários em Cartório
A possibilidade de realizar inventários diretamente em cartório, quando não há litígio entre os herdeiros, tornou o processo mais rápido, eficiente e menos burocrático. Essa agilidade contribui para a percepção de que a organização patrimonial em vida é uma solução viável e vantajosa, incentivando a adoção de medidas preventivas e de planejamento sucessório.
O Planejamento Sucessório como Ferramenta de Organização e Paz Familiar
Philippe Enke Mathieu reforça a visão do planejamento sucessório como um instrumento que vai além da simples transferência de bens: “O brasileiro passou a enxergar o planejamento sucessório como uma ferramenta de organização familiar e financeira, e não apenas como uma discussão sobre morte ou herança”. Essa mudança de perspectiva é fundamental para a sua popularização.
A tendência é que o setor continue a expandir, impulsionado pela crescente conscientização financeira e pela incorporação de novas práticas e ativos. O planejamento sucessório está se adaptando para contemplar desde a herança digital e a gestão de criptomoedas até a educação financeira para herdeiros e a mediação familiar. A busca por soluções que garantam tranquilidade, segurança e harmonia para as futuras gerações é o principal motor dessa transformação.
Sobre a GFX – Inteligência Financeira
A GFX – Inteligência Financeira se destaca como uma das maiores plataformas de consultoria financeira do Brasil, com uma robusta rede de mais de 130 franquias. Com sede em Curitiba e atuação em todo o território nacional, a empresa utiliza sua metodologia exclusiva, A Casa Financeira, para oferecer soluções integradas em diversas áreas, incluindo seguros, investimentos, consórcios, crédito, benefícios, fusões e aquisições (M&A), além de planejamento sucessório familiar e empresarial.
O modelo de negócios da GFX visa preparar seus franqueados e licenciados para um atendimento completo e estratégico, capacitando-os para alcançar reconhecimento internacional, como o obtido no MDRT (Million Dollar Round Table). A presença da GFX em importantes centros econômicos e regionais consolida sua capilaridade e compromisso com o mercado brasileiro, atuando em cidades como Curitiba, Brasília, Recife, Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, entre outras.