Uma prisão realizada na noite da última quarta-feira, 7 de fevereiro, na zona leste de São Paulo, trouxe à tona uma peça-chave no quebra-cabeça do assassinato do policial militar Leonardo Alves Ferreira, ocorrido em dezembro do ano passado.

Um homem de 32 anos foi detido em flagrante por portar a arma de fogo que pertencia ao PM, e que, segundo as investigações, seria a mesma utilizada no crime que chocou a capital paulista.

Este desenvolvimento crucial pode mudar os rumos da investigação, revelando novas conexões e detalhes sobre a morte do soldado, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

A Descoberta da Arma do PM Morto em Patrulhamento

A prisão aconteceu durante um patrulhamento de rotina de policiais militares na Rua Luís Mateus, também na zona leste. A atenção dos agentes foi despertada por um homem que tentava se esconder no banco traseiro de um veículo.

O motorista do carro, que trabalhava como motorista de aplicativo, não portava nada de ilícito. Contudo, o passageiro, que não teve seu nome divulgado, estava em posse da **pistola 9mm de Leonardo Alves Ferreira**.

A arma, um objeto de uso restrito, foi imediatamente identificada como pertencente ao policial assassinado, levantando suspeitas sobre a ligação do indivíduo com o crime.

Detalhes do Assassinato de Leonardo Alves Ferreira em Itaquera

O soldado Leonardo Alves Ferreira foi morto no dia 18 de dezembro, após se envolver em uma briga. O incidente ocorreu enquanto ele estava acompanhado de duas mulheres em uma área conhecida pelo tráfico de drogas, na região de Itaquera.

Durante a confusão, um homem teria tomado a pistola do PM e efetuado disparos fatais no peito e na cabeça da vítima. Após o crime, o agressor fugiu levando consigo a **arma de PM morto**, que agora reaparece em posse do novo suspeito.

O caso gerou grande repercussão na época, com imagens do momento do ataque circulando e mostrando a brutalidade do homicídio.

O Depoimento Chocante do Suspeito

Em depoimento aos policiais, o homem preso relatou que estava com a arma desde o dia em que o crime ocorreu. Ele afirmou ter sido orientado a se desfazer do armamento, mas negou veementemente qualquer participação no assassinato do policial militar.

Apesar da negativa, a posse da **arma de fogo de uso restrito** e a conexão direta com o homicídio do PM são elementos que o colocam no centro da nova fase da investigação.

O caso foi registrado como posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e localização/apreensão de objeto no 63° Distrito Policial (Vila Jacuí). O suspeito foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça, enquanto as autoridades buscam desvendar a fundo sua participação e as circunstâncias que o levaram a portar a arma de um policial assassinado.

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