Os protestos no Irã persistem pelo décimo terceiro dia consecutivo, marcando a maior onda de agitação nacional e um dos mais significativos desafios ao regime iraniano em anos. A situação se agravou com o corte de acesso à internet e linhas telefônicas pelas autoridades, isolando o país do mundo exterior e dificultando a comunicação.

Dezenas de pessoas já foram mortas desde o início das manifestações, segundo organizações de direitos humanos, enquanto a comunidade internacional observa com apreensão. A escalada da violência e a repressão governamental intensificam a tensão em diversas províncias.

Para entender a complexidade por trás desses eventos, que vão da insatisfação econômica à exigência de mudanças políticas, a CNN reuniu informações essenciais sobre o que está impulsionando essa onda de descontentamento, conforme reportado pela própria emissora.

O que desencadeou a nova onda de protestos no Irã?

Os protestos no Irã tiveram início como manifestações nos bazares de Teerã, impulsionadas pela inflação desenfreada. Contudo, rapidamente se espalharam por todo o país, transformando-se em uma contestação mais ampla e direta contra o próprio regime iraniano.

A gota d’água para muitos foi o pico da inflação na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam da noite para o dia, com alguns itens chegando a desaparecer completamente das prateleiras dos supermercados e lojas.

Essa situação foi agravada por uma decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos a taxas mais baratas. Tal medida fez com que lojistas aumentassem os preços ou até mesmo fechassem as portas, iniciando a série de protestos.

A mobilização dos bazaaris, comerciantes tradicionais e influentes, é um ponto crucial. Esse grupo, historicamente alinhado à República Islâmica, tomou uma medida drástica ao se juntar aos protestos, sinalizando uma profunda insatisfação.

Em uma tentativa de aliviar a pressão, o governo liderado por reformistas chegou a oferecer transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas essa iniciativa foi insuficiente para conter a crescente insatisfação popular e a onda de protestos no Irã.

Qual a dimensão e a intensidade dos protestos?

As manifestações recentes representam a maior escala de protestos no Irã desde 2022, quando a morte de Mahsa Amini, sob custódia da polícia religiosa, desencadeou os amplos atos conhecidos como

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