Genial/Quaest revela cenário eleitoral para o Governo do Rio: Eduardo Paes lidera com 38% das intenções de voto

Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, desponta como o principal candidato ao Governo do Rio de Janeiro, segundo a mais recente pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira, 27 de maio. Paes alcançou 38% das intenções de voto, consolidando uma liderança significativa na corrida eleitoral.

Empatados na segunda colocação, com 10% das intenções cada, aparecem o deputado Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). A pesquisa, que ouviu 1.200 eleitores entre os dias 21 e 25 de maio, apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Os dados da Genial/Quaest, encomendados pela Genial Investimentos e registrados na Justiça Eleitoral sob o número RJ-02671/2026, oferecem um panorama detalhado da disputa, incluindo a avaliação do governo interino e a corrida pelas vagas no Senado. As informações foram divulgadas em um momento crucial, após as convenções partidárias que definiram os candidatos que disputarão o pleito.

Cenário eleitoral detalhado: Paes consolida liderança e outros candidatos pontuam

A pesquisa Genial/Quaest evidencia a força de Eduardo Paes na corrida pelo governo do estado, com 38% das intenções de voto. Douglas Ruas e Anthony Garotinho dividem a segunda posição, com 10% cada, mostrando um cenário de polarização a ser definido nas próximas etapas da campanha.

Outros candidatos aparecem com percentuais menores. O vereador William Siri (PSOL) registra 2% das intenções. Já o comunicador André Marinho (Novo), o ex-governador Wilson Witzel (DC), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU) e Juliete Pantoja (UP) obtiveram 1% cada. Luan Monteiro (PCO) não pontuou na pesquisa.

Um percentual considerável de eleitores, 16%, declarou votos em branco ou nulo, enquanto outros 19% ainda não sabem em quem votar. Esses grupos representam um contingente importante que pode influenciar o resultado final da eleição, especialmente em um cenário de alta volatilidade.

Rejeição e segundo turno: Paes apresenta vantagem sobre os adversários

A pesquisa também investigou a rejeição dos candidatos, um fator crucial na definição do eleitorado. Anthony Garotinho surge como o nome mais rejeitado, com 62% dos eleitores afirmando que não votariam nele. Em comparação, 40% dos entrevistados demonstraram rejeição a Eduardo Paes, e 17% a Douglas Ruas.

É importante notar que o candidato do PL, Douglas Ruas, ainda é desconhecido por uma parcela significativa do eleitorado, com 70% dos entrevistados afirmando não o conhecer. Essa falta de reconhecimento pode representar um desafio para sua campanha em aumentar a visibilidade.

Em cenários de um eventual segundo turno, Eduardo Paes demonstra força. Contra Douglas Ruas, ele aparece com 52% das intenções de voto, ante 16% do adversário. Na simulação contra Anthony Garotinho, Paes obteve 48% das intenções, contra 18% do ex-governador. Esses números indicam uma vantagem considerável para o candidato do PSD em uma disputa direta.

Comparativo com pesquisas anteriores e alianças políticas

A atual pesquisa Genial/Quaest mostra uma evolução nas intenções de voto em relação ao levantamento anterior, realizado em abril. Naquela ocasião, Eduardo Paes contava com 34% das intenções, enquanto Douglas Ruas marcava 9% e Anthony Garotinho, 8%. O aumento de Paes em quatro pontos percentuais e a consolidação de Ruas e Garotinho em segundo lugar indicam tendências importantes na dinâmica eleitoral.

A disputa é marcada por importantes alianças políticas. Eduardo Paes conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Douglas Ruas tem o suporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essas conexões partidárias podem influenciar a formação de bases eleitorais e a mobilização de eleitores.

Este é o primeiro resultado de pesquisa divulgado após as convenções partidárias dos três candidatos mais bem pontuados. Paes e Ruas já haviam confirmado suas candidaturas, enquanto Garotinho venceu uma disputa interna no Republicanos para se consolidar como o nome do partido.

Definições de vice e a disputa pelo Governo Interino

As definições para a chapa majoritária também avançaram. No PSD, a advogada Jane Reis (MDB) foi confirmada como candidata a vice na chapa de Eduardo Paes. Jane, irmã do ex-prefeito Washington Reis (MDB), cujo clã familiar administra a prefeitura de Duque de Caxias há três mandatos, foi escolhida por ser mulher e representar a região da Baixada Fluminense, um importante colégio eleitoral.

Por outro lado, a definição do candidato a vice na chapa do PL ainda está em aberto. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), anunciou recentemente sua retirada da pré-candidatura a vice por “motivos pessoais”, deixando a equipe de Douglas Ruas em busca de um novo nome para compor a chapa.

O cenário político do Rio de Janeiro tem sido marcado por definições sobre o comando do governo interino. A gestão do governador Ricardo Coutinho (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) é avaliada de forma mista pela população: 25% a consideram positiva, 30% regular e 17% negativa. Cerca de 28% não souberam ou não responderam.

Controvérsias na sucessão do Governo do Estado

A ocupação do cargo de governador interino do Rio de Janeiro tem sido objeto de disputa judicial. Ricardo Coutinho, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assumiu o Palácio Guanabara em 27 de março, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma dupla vacância no estado. A situação se deu pela ausência de um vice-governador e de um presidente eleito da Alerj.

Douglas Ruas buscou, por duas vezes, assumir o governo interino, argumentando que seu cargo de presidente da Alerj estaria à frente do de presidente do TJ na linha sucessória constitucional. No entanto, os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux negaram os pedidos, mantendo Coutinho no cargo sem a apresentação detalhada dos motivos jurídicos. O tema deve retornar à pauta em agosto, quando está prevista uma sessão para definir como será escolhido o governador-tampão.

A indefinição sobre o comando do governo estadual adiciona um elemento de instabilidade ao cenário político, enquanto os candidatos se preparam para a eleição que definirá o futuro do Rio de Janeiro.

Disputa pelas vagas no Senado: Benedita da Silva e Crivella se destacam

Na corrida pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado Federal, Benedita da Silva (PT) aparece numericamente à frente em ambos os cenários testados pela pesquisa. Ela obteve 11% das intenções no primeiro cenário e 12% no segundo.

Em seguida, aparece Marcelo Crivella (Republicanos), com 8% e 9% das intenções, respectivamente. Carlos Portinho (PL) marca 4% em ambos os cenários. No cenário mais abrangente, Marcio Canella (União Brasil) também registra 4%.

Outros nomes como Alessandro Molon (PSB), Mônica Benício (PSOL), Pedro Paulo (PSD) e Waguinho (Republicanos) aparecem com 3% das intenções de voto cada. O quadro geral da disputa pelo Senado ainda é marcado por um alto índice de indecisão, com 22% a 23% dos eleitores ainda não tendo decidido seu voto. Além disso, 37% a 38% declaram voto em branco ou nulo, ou afirmam que não votarão.

Contexto da disputa pelo Senado e desistências

Na pesquisa Genial/Quaest anterior, o nome do ex-governador Cláudio Castro (PL) figurava como um dos postulantes ao Senado. No entanto, Castro desistiu de sua candidatura e, posteriormente, foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decorrência de uma condenação por abuso de poder político e econômico. Essa desistência alterou significativamente o panorama da disputa pelas cadeiras senatoriais.

A alta taxa de eleitores indecisos e aqueles que declaram voto em branco, nulo ou a intenção de não votar indica que a disputa pelo Senado ainda está aberta e pode sofrer alterações significativas até o dia da eleição. As campanhas precisarão focar em conquistar esses segmentos do eleitorado para garantir suas vagas.

A pesquisa Genial/Quaest, ao detalhar esses cenários, fornece informações valiosas para eleitores, candidatos e analistas políticos, permitindo uma compreensão mais aprofundada do atual momento da corrida eleitoral no Rio de Janeiro.

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