Nova Pesquisa Quaest Revela Empate Técnico no Segundo Turno Presidencial e Mantém Vantagem de Lula na Primeira Rodada
Uma nova pesquisa divulgada pela Quaest nesta segunda-feira (7) aponta um cenário de empate numérico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno para a Presidência da República. Ambos os candidatos aparecem com 41% das intenções de voto, marcando a primeira vez desde março de 2026 que o instituto registra igualdade técnica entre os dois principais concorrentes.
O levantamento, que apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, também indica que 13% dos eleitores pretendem votar em branco ou anular seu voto, enquanto 5% ainda se declaram indecisos. A pesquisa capta os efeitos recentes de investigações envolvendo o filho de Lula e a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar do acirramento na projeção para o segundo turno, Lula ainda mantém uma liderança na primeira etapa da eleição. Os dados da Quaest foram coletados entre os dias 3 e 6 de setembro, ouvindo 2.004 eleitores presencialmente, com nível de confiança de 95% e registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.
Cenário de Segundo Turno: Empate Numérico e Reversão de Tendência
A pesquisa Quaest desta semana trouxe um dado significativo: o empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno. Ambos aparecem com 41% das intenções de voto, configurando uma igualdade que não era registrada desde março de 2026. Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 2 de setembro, a diferença era mínima, com Lula registrando 42% contra 41% de Bolsonaro, caracterizando um empate técnico.
Essa convergência nas intenções de voto representa uma redução considerável na distância entre os dois candidatos, que em julho chegou a ser de oito pontos percentuais, com o então presidente marcando 45% e Flávio Bolsonaro 37%. A progressiva queda na vantagem tem sido observada nas últimas rodadas de pesquisa, indicando um cenário eleitoral cada vez mais disputado.
Os eleitores que se declaram indecisos ou que optam por votar em branco ou nulo somam 18% nesse cenário de segundo turno, um percentual que pode ser decisivo para o resultado final. A capacidade de mobilização e a atração desses eleitores serão fatores cruciais para a campanha de ambos os candidatos.
Primeiro Turno: Lula Mantém Liderança, Mas Vantagem Diminui
Apesar do empate no segundo turno, o cenário para a primeira rodada da eleição ainda mostra Luiz Inácio Lula da Silva em vantagem. O petista aparece com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro se consolida na segunda posição com 29%. A diferença entre eles no primeiro turno é de sete pontos percentuais.
O candidato Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto. Na sequência, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) somam 3% cada. Romeu Zema (Novo) registra 2%, e Pablo Marçal (PRTB) aparece com 1%. Os eleitores indecisos representam 9% no primeiro turno, e os que declaram voto em branco, nulo ou que não comparecerão às urnas somam 8%.
É importante notar que a vantagem de Lula no primeiro turno, embora ainda existente, também tem apresentado uma tendência de diminuição nas pesquisas mais recentes, refletindo a polarização crescente e a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal opositor.
Fatores que Influenciam o Cenário Eleitoral
A atual pesquisa Quaest é a primeira a captar os efeitos de dois eventos recentes que agitaram o cenário político brasileiro. O primeiro deles é a investigação sobre um suposto tráfico de influência no governo, envolvendo Fábio Luís da Silva, filho do ex-presidente Lula. Essa notícia pode ter impactado a percepção de parte do eleitorado em relação ao candidato petista.
O segundo fator relevante é o agravamento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF). A divulgação de trocas de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e um perfil atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, além do pedido formal de investigação do ministro André Mendonça contra o colega, gerou um racha interno na Corte. Esse evento, que expõe tensões e divisões em uma das instituições mais importantes do país, pode ter contribuído para a oscilação nas intenções de voto, gerando incerteza e desconfiança em parte do eleitorado.
A forma como esses temas serão abordados pelas campanhas e a repercussão na mídia podem continuar a influenciar o comportamento dos eleitores nas próximas semanas, tornando a disputa ainda mais imprevisível.
Metodologia da Pesquisa Quaest e Confiança nos Dados
A pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo, foi realizada com uma metodologia presencial, ouvindo 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. O instituto utiliza um nível de confiança de 95%, o que significa que, se a mesma pesquisa fosse repetida diversas vezes, em 95% das vezes os resultados estariam dentro da margem de erro estabelecida.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que, em um cenário de 41% para Lula, o índice real pode variar entre 39% e 43%. Da mesma forma, para Flávio Bolsonaro, os 41% podem representar um percentual real entre 39% e 43%.
A sondagem está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026, o que garante a sua conformidade com as normas eleitorais e a transparência do levantamento. A coleta presencial busca garantir uma maior proximidade com o eleitor e captar nuances da intenção de voto.
Análise da Evolução das Intenções de Voto
Acompanhar a evolução das intenções de voto ao longo do tempo é crucial para entender a dinâmica da campanha eleitoral. A pesquisa Quaest desta semana demonstra uma tendência de convergência entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, revertendo o quadro de vantagem que o atual presidente ostentava em meses anteriores.
A redução da distância, que chegou a oito pontos percentuais em julho, para o empate técnico atual, sugere que a campanha de Flávio Bolsonaro tem conseguido diminuir a rejeição e atrair eleitores que antes estavam indecisos ou que poderiam votar em outros candidatos. Por outro lado, a campanha de Lula busca manter sua base de apoio sólida e atrair segmentos do eleitorado que ainda não se decidiram.
No primeiro turno, a liderança de Lula se mantém, mas a margem sobre Bolsonaro também diminuiu. Isso aponta para uma polarização crescente e a consolidação de dois polos principais na disputa presidencial. A capacidade de cada campanha em mobilizar suas bases e conquistar os eleitores indecisos será fundamental nas próximas semanas.
O Papel dos Candidatos Menores e dos Votos Brancos/Nulos
Na disputa do primeiro turno, a presença de outros candidatos, como Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Pablo Marçal, embora com percentuais menores, pode ter um impacto estratégico. Esses candidatos, em especial os que pontuam um pouco mais, como Cury com 8%, podem influenciar a distribuição de votos e, consequentemente, o resultado final da primeira etapa da eleição.
A pesquisa aponta que 9% dos eleitores ainda estão indecisos no primeiro turno, e outros 8% declaram voto em branco, nulo ou afirmam que não comparecerão às urnas. Esses 17% representam um universo de eleitores que podem mudar o cenário eleitoral, tanto no primeiro quanto no segundo turno. A conquista desses votos é um dos principais objetivos das campanhas.
No segundo turno, a soma de votos brancos, nulos e indecisos chega a 18%. Esse grupo de eleitores, muitas vezes insatisfeito com as opções apresentadas, representa um desafio e uma oportunidade para ambos os candidatos. A estratégia de campanha para dialogar com esses eleitores será decisiva para o desfecho da eleição.
Perspectivas Futuras e o Impacto das Crises no STF e nas Investigações
O cenário eleitoral se mostra cada vez mais dinâmico e imprevisível, com as recentes crises servindo como catalisadoras de mudanças nas intenções de voto. A investigação envolvendo o filho de Lula e as tensões internas no STF são exemplos de eventos que podem desestabilizar campanhas e influenciar o eleitorado.
A forma como a opinião pública reagirá a essas crises, e como os candidatos se posicionarão diante delas, definirá grande parte do futuro da disputa. A confiança nas instituições e a percepção de justiça e integridade dos candidatos serão postas à prova.
Com o segundo turno em empate numérico e o primeiro turno mostrando uma liderança encurtada, a reta final da campanha promete ser intensa. A capacidade de cada campanha em gerenciar crises, apresentar propostas consistentes e mobilizar seus apoiadores determinará quem sairá vitorioso nas urnas.