Cleitinho Azevedo surge como favorito em pesquisa para Governo de Minas Gerais, agitanto cenário eleitoral

Uma nova pesquisa de intenções de voto divulgada nesta terça-feira (28) pela Quaest, contratada pelo Banco Genial, coloca o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança das simulações para o Governo de Minas Gerais, tanto no primeiro quanto no segundo turno. A pesquisa, que ouviu 1.482 eleitores entre os dias 22 e 26 de julho, revela um cenário eleitoral em ebulição, especialmente considerando que o senador ainda não confirmou sua pré-candidatura.

A indefinição de Cleitinho Azevedo tem sido um ponto central de atenção para o PL, partido de Flávio Bolsonaro, que vê em Minas Gerais um estado estratégico. A expectativa é que a decisão do senador possa influenciar significativamente o alinhamento de forças e as candidaturas no estado, que se tornou um dos focos de maior incerteza nas próximas eleições.

O levantamento, registrado no TSE sob o número MG-03490/2026 e com margem de erro de três pontos percentuais, apresentou 12 nomes ao eleitorado mineiro. Cleitinho Azevedo se destacou em todos os três cenários testados, indicando uma forte projeção mesmo antes de oficializar sua participação na disputa, conforme informações divulgadas pela Quaest.

Cleitinho Azevedo lidera pesquisa em cenário mais amplo com 11 concorrentes

No cenário mais abrangente da pesquisa Quaest, que incluiu 11 potenciais concorrentes, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na dianteira com expressivos 35% das intenções de voto. Essa marca o coloca em uma posição de destaque, distante dos demais candidatos testados na mesma simulação. A pesquisa, que buscou captar o sentimento geral do eleitorado mineiro, demonstra uma preferência inicial pelo nome do republicano.

Em segundo lugar, aparece o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), com 12% das intenções. Ele está tecnicamente empatado com Patrus Ananias (PT), candidato que conta com o apoio do presidente Lula, e que registrou 10%. A proximidade entre Kalil e Patrus sugere uma disputa acirrada pelas posições seguintes no eleitorado, com ambos buscando consolidar suas bases e atrair eleitores indecisos.

O atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), apoiado pelo pré-candidato e ex-governador Romeu Zema (Novo), aparece com 6% das intenções de voto nesta simulação. A performance de Simões indica um desafio em transferir a popularidade do atual governo para sua própria candidatura, necessitando de estratégias eficazes para ampliar seu alcance eleitoral. Outros nomes como Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL) registraram 2% cada, enquanto Maria da Consolação (PSOL) obteve 1%. Candidatos como Jarbas Soares Júnior (PSB), Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) não pontuaram. Votos nulos e brancos somaram 13%, e 15% dos eleitores se declararam indecisos.

Cenários alternativos sem Cleitinho Azevedo mostram disputa indefinida

As simulações da pesquisa Quaest também exploraram cenários sem a participação de Cleitinho Azevedo, revelando um quadro de maior indefinição. Em duas dessas simulações, a liderança fica dentro da margem de erro, evidenciando a fragmentação do eleitorado sem a presença do senador republicano. Nesses cenários, Alexandre Kalil (PDT) aparece com 15%, seguido por Patrus Ananias (PT) com 13% e Mateus Simões (PSD) com 9%.

Quando Flávio Roscoe (PL) é apresentado como representante do partido, ele registra 4% das intenções de voto. Ben Mendes (Missão) pontua com 2%, e Maria da Consolação (PSOL) com 1%. Essa simulação destaca um número significativo de indecisos, que chegam a 27%, e um total de 23% de votos brancos, nulos ou de eleitores que não pretendem votar, indicando um eleitorado ainda em formação e aberto a novas propostas.

Em outra simulação sem Cleitinho, o nome do PL é substituído pelo do ex-deputado federal Vittorio Medioli. Ele aparece com 3% das intenções, atrás de Kalil, Patrus e Simões, além de Gabriel Azevedo. Ben Mendes mantém 2%, e Maria da Consolação 1%. Similarmente ao cenário anterior, os indecisos somam 27%, e os votos brancos e nulos atingem 24%. Esses dados reforçam a ideia de que, sem Cleitinho Azevedo, a disputa se torna mais pulverizada e dependente da capacidade de mobilização dos demais candidatos em atrair eleitores que ainda não definiram seu voto.

Cleitinho Azevedo também lidera simulações de segundo turno

A força de Cleitinho Azevedo se estende às simulações de segundo turno, onde ele também se posiciona na liderança em todos os confrontos diretos testados pela pesquisa Quaest. Contra Alexandre Kalil (PDT), o senador aparece com 44% das intenções de voto, contra 29% do ex-prefeito. Essa vantagem de 15 pontos percentuais sugere uma boa capacidade de Cleitinho em atrair votos de outros segmentos do eleitorado em um eventual embate.

Diante de Patrus Ananias (PT), o placar é ainda mais favorável para Cleitinho, com 46% das intenções contra 31% do petista. A diferença de 15 pontos percentuais se mantém, indicando uma performance consistente do senador contra os principais adversários. Em uma disputa contra Mateus Simões (PSD), Cleitinho Azevedo amplia sua vantagem, alcançando 46% das intenções de voto, enquanto o atual governador registra apenas 15%. Essa diferença expressiva de 31 pontos percentuais aponta para uma dificuldade maior de Simões em competir em um eventual segundo turno contra o republicano.

Nas simulações de segundo turno que não envolvem Cleitinho Azevedo, o cenário se mostra mais equilibrado. Mateus Simões e Alexandre Kalil aparecem tecnicamente empatados, com 30% e 29%, respectivamente. Em um embate entre Simões e Patrus Ananias, ambos os candidatos registram 30% das intenções, evidenciando a acirrada disputa pelas posições de destaque em um cenário sem o senador republicano. A ausência de Rodrigo Pacheco, que anunciou não disputar o governo, também foi notada na pesquisa, que não o testou.

Alexandre Kalil apresenta o maior índice de rejeição entre os candidatos

A pesquisa Quaest também investigou o índice de rejeição dos principais candidatos ao Governo de Minas Gerais, um indicador crucial para entender a percepção negativa do eleitorado em relação a cada nome. Alexandre Kalil (PDT) lidera neste quesito, com 39% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma. Essa alta rejeição pode representar um obstáculo significativo em sua trajetória eleitoral, limitando seu potencial de crescimento.

Patrus Ananias (PT) surge em seguida, com 35% de rejeição. O candidato apoiado pelo presidente Lula enfrenta um desafio em superar a desconfiança de uma parcela considerável do eleitorado. Cleitinho Azevedo, apesar de sua liderança nas intenções de voto, apresenta um índice de rejeição de 20%, considerado moderado em comparação com Kalil e Patrus. Já Mateus Simões (PSD) registra o menor índice de rejeição entre os mencionados, com 12%, o que pode ser um ponto positivo em sua campanha.

É importante notar que uma parcela expressiva do eleitorado, 58%, declarou não conhecer o candidato apoiado por Romeu Zema, Mateus Simões. Esse dado sugere que o atual governador ainda tem um longo caminho a percorrer para apresentar seu nome e suas propostas ao público mineiro, necessitando de uma forte campanha de comunicação para aumentar seu reconhecimento e diminuir a rejeição, caso venha a se consolidar como candidato.

Indefinição e estratégias: o futuro da corrida eleitoral em Minas Gerais

A pesquisa Quaest joga luz sobre um cenário eleitoral em Minas Gerais marcado pela indefinição e pela projeção de nomes que ainda não confirmaram suas candidaturas. A liderança de Cleitinho Azevedo, mesmo sem o anúncio oficial de sua disputa, indica uma força política considerável e um potencial de mobilização que não pode ser ignorado pelos demais concorrentes.

A decisão de Cleitinho Azevedo em concorrer ou não ao governo será um dos fatores determinantes para a configuração final do pleito. Sua eventual candidatura pode reordenar alianças e estratégias, impactando diretamente as chances de nomes como Alexandre Kalil, Patrus Ananias e Mateus Simões. O PL, em especial, demonstra grande interesse na posição do senador, visto que a aliança com ele poderia fortalecer significativamente sua representação no estado.

Enquanto isso, os demais candidatos enfrentam o desafio de conquistar a atenção e a confiança do eleitorado, especialmente dos indecisos, que ainda representam uma fatia importante do eleitorado. A estratégia de comunicação, a capacidade de articulação política e a apresentação de propostas concretas serão fundamentais para quem busca se consolidar como uma alternativa viável e atrair os votos que definirão o futuro de Minas Gerais. A pesquisa Quaest serve como um termômetro inicial, mas a corrida eleitoral promete ser dinâmica e repleta de reviravoltas até o dia da votação.

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