Investigação da PF expõe esquema de Daniel Vorcaro para silenciar críticas e ameaçar imprensa
Uma investigação da Polícia Federal desvendou um esquema complexo liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, com o objetivo de censurar notícias desfavoráveis ao Banco Master e intimidar jornalistas. Segundo a apuração, Vorcaro contava com a colaboração de Felipe Mourão, um executivo que chegou a tentar suicídio na prisão e entrou em protocolo de morte cerebral, para forjar documentos oficiais e requisitar a remoção de conteúdos ou suspensão de perfis em plataformas digitais.
A estratégia envolvia a criação de expedientes que simulavam solicitações oficiais de órgãos públicos, visando acionar canais de atendimento destinados a autoridades. O ministro André Mendonça, em sua ordem de prisão, detalhou como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, também conhecido como Felipe Mourão, atuava na articulação dessas medidas, buscando dados de usuários ou a retirada de publicações consideradas prejudiciais aos interesses do grupo financeiro.
Essas ações ocorriam em um contexto onde a remoção de conteúdo por plataformas, a pedido de autoridades, se tornou mais comum, especialmente após a pressão do Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta aos eventos de 8 de janeiro de 2023. No entanto, a investigação aponta que Vorcaro e seus associados utilizavam métodos fraudulentos para obter o mesmo resultado, falsificando requisições em nome de órgãos públicos. A descoberta dessas práticas, conforme informações divulgadas pela imprensa, lança luz sobre os bastidores da atuação de Vorcaro para proteger sua imagem e os negócios do Banco Master.
O Mecanismo de Censura e a Falsificação de Documentos
A investigação da Polícia Federal detalha um modus operandi sofisticado para efetivar a censura. Felipe Mourão, agindo sob ordens de Daniel Vorcaro, utilizava comunicações institucionais ou documentos sem validação formal para requisitar das plataformas digitais a remoção de matérias jornalísticas e a suspensão de perfis que contrariassem os interesses do Banco Master.
O ministro André Mendonça, na ordem de prisão, descreve que essa atuação envolvia o envio de comunicações que simulavam solicitações oficiais de órgãos públicos, com o objetivo de obter dados de usuários ou promover a retirada de conteúdos considerados prejudiciais ao grupo. Essa tática visava explorar os canais de atendimento das plataformas destinados a autoridades, criando uma falsa legitimidade para os pedidos de remoção.
A estratégia de Vorcaro se tornou ainda mais preocupante ao ser associada a uma possível tentativa de inclusão do site de notícias Diário do Centro do Mundo (DCM) no inquérito das fake news, conduzido no STF pelo ministro Alexandre de Moraes. Mensagens trocadas entre Vorcaro e Felipe Mourão em outubro de 2024 indicam a intenção de