Quaest Divulga Pesquisa Eleitoral para Governo e Senado no Rio Grande do Sul em 2026
O instituto de pesquisa Quaest apresentou nesta segunda-feira (24) um panorama detalhado do cenário eleitoral para o governo e para o Senado no Rio Grande do Sul, com projeções para as eleições de 2026. A pesquisa, encomendada pelo Grupo RBS, mapeia as intenções de voto em cenários estimulados e espontâneos, além de simulações de segundo turno para o governo estadual e sondagens para as duas cadeiras em disputa no Senado Federal.
Os dados revelam um cenário de grande indecisão entre os eleitores gaúchos, especialmente no que tange à escolha para o Senado. Para o governo do estado, a pesquisa aponta um empate técnico entre Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) no cenário estimulado, ambos dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento fornece um termômetro importante para as articulações políticas que antecedem o pleito de 2026.
A metodologia da pesquisa envolveu a entrevista com 900 eleitores no Rio Grande do Sul, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e um grau de confiança de 95%. Os resultados estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-06875/2026, garantindo a validade e a transparência do levantamento. A publicação destas pesquisas visa fornecer informações aos eleitores e aos atores políticos, funcionando como um indicativo do momento eleitoral.
Cenário para Governo do RS em 2026: Empate Técnico na Liderança
No cenário estimulado para a eleição de governador, Luciano Zucco (PL) aparece com 26% das intenções de voto, enquanto Juliana Brizola (PDT) registra 23%. A proximidade dos percentuais os coloca em um empate técnico, considerando a margem de erro de três pontos percentuais da pesquisa. Este resultado sugere uma disputa acirrada pela preferência do eleitorado gaúcho.
Outros candidatos também foram testados, com Gabriel Souza (MDB) aparecendo em terceiro lugar com 9% das intenções de voto. Marcelo Maranata (PSDB) obteve 2%, seguido por Priscila Voigt (UP) com 1%. Candidatos como Cesar Pontes (PCO) e Rejane de Oliveira (PSTU) não pontuaram. Um percentual significativo de 27% dos eleitores se declarou indeciso, não soube ou não respondeu, evidenciando a fluidez do cenário eleitoral.
O cenário espontâneo, onde os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, mostra um quadro ainda mais indefinido. Luciano Zucco lidera com 13%, seguido por Juliana Brizola com 7%. Gabriel Souza aparece com 2%, e outros candidatos somam 1%. No entanto, a grande maioria, 74%, respondeu que está indecisa, não sabe ou não respondeu, reforçando a dificuldade em antecipar preferências neste estágio. 3% dos eleitores indicaram voto em branco ou nulo.
Simulações de Segundo Turno Indicam Disputa Equilibrada
A pesquisa Quaest também explorou possíveis cenários de segundo turno para a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, testando três confrontos diretos entre os nomes mais cotados. Em uma simulação entre Juliana Brizola e Luciano Zucco, a pedetista leva uma leve vantagem com 36% contra 33% do candidato do PL. Neste cenário, 19% de indecisos e 12% de votos brancos ou nulos.
Outra simulação colocou Juliana Brizola contra Gabriel Souza. Neste confronto, a candidata do PDT obteve 32% das intenções de voto, enquanto Gabriel Souza alcançou 22%. A parcela de indecisos e de votos brancos/nulos foi de 24% e 20%, respectivamente. Estes resultados indicam que, mesmo em cenários simulados, a decisão final dependerá de um contingente considerável de eleitores ainda não definidos.
A terceira simulação de segundo turno comparou Gabriel Souza com Luciano Zucco. Neste caso, Gabriel Souza obteve 33% das intenções de voto, superando os 22% de Luciano Zucco. Os indecisos somaram 23%, e os votos brancos/nulos atingiram 22%. A análise desses cenários de segundo turno demonstra a importância de cada ponto percentual e a necessidade de campanhas estratégicas para conquistar eleitores indecisos e consolidar bases de apoio.
Cenário para o Senado em 2026: Alta Indefinição e Empate Técnico
A disputa pelas duas vagas no Senado Federal em 2026 no Rio Grande do Sul apresenta um quadro ainda mais fragmentado e com um alto grau de indecisão. No cenário espontâneo, a maioria esmagadora dos eleitores, 83%, declarou estar indecisa, não saber ou não responder. Apenas uma pequena parcela citou nomes como Marcel van Hattem (Novo) com 4%, Manuela d’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT), ambos com 3%, e Sanderson (PL) com 3%. Rigotto (MDB) obteve 1%, e outros 1%.
No cenário estimulado para o Senado, onde os nomes dos candidatos são apresentados, cinco nomes aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos. Manuela d’Ávila (PSOL) lidera com 12%, seguida por Marcel van Hattem (Novo) com 9%, Paulo Pimenta (PT) com 9%, Rigotto (MDB) com 8%, e Sanderson (PL) com 8%. É importante notar que, por haver duas vagas em disputa, a soma dos percentuais dos candidatos pode ultrapassar os 100%.
O percentual de indecisos, que não sabem ou não responderam, no cenário estimulado para o Senado é de 37%, demonstrando a imensa janela de oportunidade para os pré-candidatos que ainda não definiram suas campanhas. Os votos brancos ou nulos somam 14%. Outros candidatos testados obtiveram pontuações baixas, como Daniela Mulheres Socialistas (PSTU) e Frederico Antunes (PSD), ambos com 1%, Milton Cardoso (PSDB) com 1%, e Luciano do MLB (UP), Regis Ethur (PSTU), Renato Jaguarão (Cidadania), Ric Jones (PCO) e Tania Peres (UP), que não pontuaram.
Metodologia e Relevância da Pesquisa Quaest
A pesquisa Quaest, realizada entre os dias 24 de abril e 2 de maio, ouviu 900 eleitores em 30 municípios do Rio Grande do Sul. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela RBS Participações S.A./Televisão Gaúcha S.A. e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-06875/2026.
A publicação de pesquisas eleitorais, como a divulgada pela Quaest, tem o objetivo de fornecer um panorama da opinião pública em um determinado momento. Embora não sejam previsões exatas do resultado das urnas, esses levantamentos são ferramentas importantes para entender as tendências, as preferências do eleitorado e as estratégias que os partidos e candidatos podem adotar. As pesquisas auxiliam na formação de opinião e no debate político, servindo como um termômetro da conjuntura eleitoral.
É fundamental analisar os resultados das pesquisas com atenção à sua metodologia, incluindo o tamanho da amostra, a margem de erro e o grau de confiança. Fatores como a forma de elaboração das perguntas e a composição da amostra podem influenciar os resultados. A Gazeta do Povo, ao publicar tais pesquisas, reforça a importância da informação e da transparência, permitindo que o público tenha acesso a dados que podem impactar decisões políticas e eleitorais.
O Que os Resultados Significam para o Futuro Político do RS
Os resultados da pesquisa Quaest para o governo do Rio Grande do Sul em 2026 indicam um cenário altamente competitivo, com Luciano Zucco e Juliana Brizola posicionados de forma muito próxima. A expressiva fatia de eleitores indecisos em todos os cenários sugere que as campanhas eleitorais terão um papel crucial na definição dos resultados. A capacidade de mobilizar eleitores e apresentar propostas claras será determinante para superar os adversários e conquistar a confiança do eleitorado.
Para o Senado, a alta taxa de indecisão é um chamado à ação para os partidos e pré-candidatos. Nomes já conhecidos politicamente aparecem com percentuais modestos, abrindo espaço para que novas candidaturas ou estratégias de comunicação mais eficazes possam ganhar relevância. A disputa pelas duas vagas pode se desenrolar de maneira complexa, com potenciais alianças e articulações impactando o resultado final.
A pesquisa também serve como um alerta para a necessidade de engajamento dos eleitores. Com uma parcela significativa da população ainda sem definir seu voto, o debate público sobre as propostas e os projetos para o estado se torna ainda mais relevante. A Quaest, ao divulgar estes dados, contribui para um processo eleitoral mais informado e transparente, permitindo que os cidadãos acompanhem o desenvolvimento do cenário político gaúcho rumo a 2026.